quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sistema público permite redução de gastos em cidade potiguar

Rede educacional totalmente informatizada beneficia alunos em Monte Alegre, Rio Grande do Norte

O município de Monte Alegre, no interior do Rio Grande do Norte, conta com um sistema educacional totalmente informatizado. Desde 2014, a rede municipal de ensino usa o software público i-Educar para o gerenciamento de ações. O uso da ferramenta, liberada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) no portal do Software Público Brasileiro (SPB), gera economia anual de R$ 2,4 milhões para a prefeitura.

Dados do Censo Escolar revelam que o uso da ferramenta pública beneficia os 4.635 alunos da rede pública da cidade. Segundo o secretário de Educação de Monte Alegre, Alexandre Soares, a implantação do i-Educar foi fundamental para melhorar a gestão educacional ao permitir o acesso a informações sobre a lotação dos os servidores da secretaria. De acordo com o secretário, foi possível analisar a quantidade de alunos por professor e de alunos por auxiliar de serviços gerais. “O resultado mostrou grandes distorções, com escolas em que tínhamos uma média de 50 alunos por professor e outras com três alunos por docente”, explica.

O software público também ajudou na verificação da quantidade de turmas no município, que conta com 27 escolas na rede pública. O trabalho foi realizado para analisar quantas horas de aulas eram necessárias para o quadro de pessoal suprir a demanda de alunos. Para Soares, isso facilitou a visualização do quanto a distorção da proporção de alunos por professor prejudicava o sistema educacional da cidade.

Foi verificada, ainda a possibilidade de um professor dar mais aulas numa escola ou se haveria a necessidade de realocação para outra instituição. O resultado elevou a taxa de aproveitamento dos recursos de quadro de pessoal e horas de aula para 95%. “Com a modificação, mensuramos um ganho potencial de economia de 22% na folha de pagamento”, disse Soares.

O novo Software Público Brasileiro foi lançado na última semana. O portal tem 67 soluções para atender gestores, empresários, professores, estudantes e cidadãos.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Mpog
 
 
Fonte: Portal MEC  
 
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Quase 60% dos alunos não usam internet na escola pública, diz Comitê Gestor da Internet no Brasil

Conexão é muito lenta em 41% das instituições públicas de ensino

Quase 60% dos estudantes de escolas públicas no Brasil não utilizam a internet em atividades durante as aulas, de acordo com a pesquisa TIC Educação 2014 divulgada nesta segunda-feira (21) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Os dados foram coletados em 930 unidades de ensino, entre públicas e particulares, de todo o país.
Ao todo, 1.770 professores e pouco mais de 9,5 mil alunos participaram da pesquisa, conduzida entre setembro de 2014 e março de 2015.

O levantamento apontou que, apesar de 87% dos alunos de escolas públicas afirmarem que utilizaram a internet nos últimos três meses, apenas 41% deles o fizeram no ambiente escolar. O principal local de acesso é a própria casa do estudante, seguido pela residência de amigos, parentes ou vizinhos.

Segundo a pesquisa, um dos fatores que colabora para esse baixo índice de navegação nas instituições de ensino públicas é a velocidade de conexão disponibilizada aos alunos. Em 41% das escolas, a velocidade da internet não ultrapassa os 2 megabits por segundo (mbps). O índice é melhor do que o registrado em 2014 (50%), mas ainda preocupa.

"O que a gente tem visto em dados de outros países é uma discussão no nível de 100 megas, 50 megas pra cima", comparou Fábio Senne, coordenador de projetos e pesquisas do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

Para o especialista, a baixa velocidade é uma das razões para que o acesso dos alunos à rede sem fio da escola não seja permitido em grande parte das instituições do país: "Uma conexão de 2 mbps para uma escola de 600, até mil alunos, é realmente muito limitada. Talvez por isso que, quando tem rede Wi-Fi, a pesquisa mostra que é só para uso administrativo".

Mais tablets
Os dados divulgados nesta segunda também mostram um aumento na variedade de dispositivos eletrônicos disponíveis nas escolas da rede pública.

Cerca de 80% das instituições de ensino entrevistadas declararam possuir computador portátil - um aumento de 6% em comparação com o ano passado. O destaque, no entanto, ficou por conta da crescente utilização de tablets. Em 2013, apenas 11% das escolas contavam com o aparelho. Um ano depois, o número já está em 29%.

"Uma conclusão importante da pesquisa é que de alguma forma as escolas urbanas que entrevistamos estão conectadas, mas a gente tem ainda um desafio de infraestrutura especialmente na conexão de internet, que precisa ser discutido pelas políticas públicas", analisou Senne.
 
Fonte: G1  
 
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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Câmara recebe professores de todo o Brasil para treinamento

Programa Missão Pedagógica no Parlamento promove curso destinado a docentes dos Ensinos Fundamental e Médio de escolas públicas

A Câmara dos Deputados começou nesta segunda-feira (31) mais um programa Missão Pedagógica no Parlamento, um curso sobre educação para democracia destinado a professores dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas de todo o Brasil.

Participam do curso 54 professores que querem aprender sobre o funcionamento das instituições como estratégia para valorizar a democracia. Essa é a quinta edição do Missão Pedagógica, que teve nesse ano 1.701 inscritos com 216 professores escolhidos para um curso à distância e dois selecionados por estado para virem à Câmara.

Durante a abertura, o primeiro secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), disse que além de capacitar os educadores, a Casa também deve aprender com suas experiências em cada município de onde saíram. "Tem professores do Brasil inteiro e eles vão passar uma semana inteira, não só conhecendo Brasília em maior profundidade, mas conhecendo a Câmara dos Deputados, como ela funciona, as suas atividades, que eu acho que são coisas muito importantes."

Mansur acrescentou que “a Câmara e essa estrutura toda tem um respeito muito grande pelos educadores, porque sem educação não temos futuro melhor no Brasil”.

Aplicação dos projetos
Para Ana Paula de Faria, uma das coordenadoras do Missão Pedagógica, um dos resultados é que professores e coordenadores elaboram um projeto ao participar do programa. Esse projeto pode ser implementado nas escolas. "Quando os professores vêm para Brasília, eles têm o compromisso de desenvolver um projeto de educação para a democracia que seja aplicada na escola.”

Segundo a coordenadora, ao longo do ano são feitas avaliações e solicitações para que os resultados dos projetos sejam implementados. O programa registra o histórico de projetos que foram aplicados nas escolas. “Nós acompanhamos por seis meses a um ano, e muitos projetos saem do papel. Além disso, propomos que a democracia deve ser utilizada na escola, o que muda a cultura”, disse.

Fabrício Colombo, professor de História em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), já aplica em sua escola um projeto em que os alunos elaboram democraticamente o código de conduta. Para ele, as informações do Missão Pedagógica podem ajudar a mudar a relação das novas gerações com a política. “Pode parecer incrível, mas a maioria das pessoas, principalmente os estudantes jovens, não tem muita noção de como funciona a democracia, e como as instituições do nosso Estado funcionam. Minha expectativa é aprender mais sobre isso, para poder transmitir isso dentro da escola. Para aumentar o conhecimento deles, que é muito precário, e gerar interesse dos alunos”, disse.

O treinamento prossegue até a próxima sexta-feira (4) , nas dependências do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) e em plenários de comissões.

A próxima edição do programa Missão Pedagógica no Parlamento deve ter inscrições abertas entre o final deste ano e o começo de 2016.


Fonte: Agência Câmara
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domingo, 23 de agosto de 2015

FALTA PROFESSORES NA EDUCAÇÃO BÁSICA DO PAÍS

Desinteresse cresce e faltam 170 mil professores na educação básica do país


Baixos salários, falta de progressão na carreira e reflexos de problemas sociais dentro da escola tornam pouco atrativa uma profissão essencial para o desenvolvimento do país: a de professor. A última estimativa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) dá conta de que faltem 170 mil docentes nos níveis fundamental e médio no país. Porém, mesmo quando estão nas salas de aula, muitos deles não têm a qualificação necessária para a formação dos estudantes. Em Minas, cerca de 29 mil professores não têm licenciatura, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Educação. Nas universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Ouro Preto (Ufop), parte das vagas ociosas decorre do baixo interesse pelos cursos de licenciatura, que formam docentes, principalmente na área de exatas, para disciplinas como matemática, física e química. E recuperar esse tempo perdido pode levar décadas.

Especialistas alertam que não só os baixos salários tornam a docência menos atraente. Além da remuneração, faltam planos de carreira e ainda é preciso lidar com questões como desagregação familiar e agressões em sala de aula, que extrapolam o âmbito da educação. “Vemos um crescente desinteresse pelas áreas de licenciatura e pedagogia. Paga-se mal e as condições são péssimas. Por isso, as pessoas vão para outras carreiras”, diz Fernando Kutova, professor e diretor da Conexa Eventos, empresa especializada na formação de professores da educação básica.

O especialista alerta para a gravidade do problema. “Não teríamos médicos, advogados, sem professor da educação básica. Mas esse profissional vem perdendo o status que tinha”, afirma. Segundo ele, o governo federal deveria fomentar um plano de carreira que pudesse atrair profissionais. Mas não é uma solução de curto prazo. O processo para reverter o quadro levará pelo menos 20 anos, pelos cálculos do especialista. “No Brasil, educação é um problema social. Como se vai conseguir que o professor se interesse, diante dos baixos salários? Soma-se a isso o fato de que os alunos enfrentam diversos problemas sociais. Não adianta apenas falar que o salário vai dobrar”, diz.

Fernando conta como Cingapura, na Ásia, conseguiu melhorar a educação a partir da valorização do docente da educação básica. Houve um aumento na procura pelos cursos de licenciatura depois que o país instituiu um programa de trainee. Os professores faziam uma prova para entrar no projeto e, depois de um ano, o desempenho era medido a partir do aprendizado dos alunos. “Se o educador passasse nessa prova, estaria habilitado a entrar em uma instituição pública. Se, em um ano, os alunos tivessem um nível de proficiência mais elevado, o educador então passaria a fazer parte da categoria e teria salários equiparados aos profissionais liberais”, diz.

DESPRESTÍGIO Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), a ociosidade de vagas chega a 10%, tendo o desinteresse pelos cursos de licenciatura como uma das causas. “A universidade faz o seu papel, no sentido de mostrar e divulgar os cursos. Mas a carreira de professor ainda é pouco reconhecida. Não tem o destaque que deveria em termos salariais e de prestígio”, pontua o pró-reitor de Graduação, Marcílio Sousa da Rocha Freitas. A universidade oferece 14 cursos de licenciatura.

A falta de professores no ensino básico faz com que muitos profissionais tenham que se desdobrar em mais de duas escolas. É o caso da professora Lídia Gonçalves Soares, de 50 anos, que trabalha nas redes públicas de Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana. Ela lembra que, devido à falta de educadores, até o ano passado não era possível manter o horário de planejamento de aulas. Agora, ela comemora o fato de ter tempo para preparar conteúdo e se capacitar. “Tivemos avanços. Hoje temos bons livros didáticos, a escola em que trabalho tem boa infraestrutura, mas nós, professores da educação básica, não somos reconhecidos. Ainda somos pouco valorizados”, diz.

A PUC Minas oferece 30 bolsas integrais para cada um dos cursos de licenciatura em 10 áreas. Desde o segundo semestre de 2013, foram realocadas, como incentivo, 30 bolsas integrais (de 100%) via ProUni para cada uma das graduações para educadores em física, geografia, história, letras, matemática e pedagogia. “Oferecemos 60 vagas por entrada, então as bolsas cobrem a metade delas”, afirma a diretora do Instituto de Ciências Humanas, Carla Ferretti. Em sua avaliação, desde 2013, quando o governo federal lançou programa para valorização dos professores, houve melhora no quadro, mas ainda há pouco interesse pela área. “É um processo. Ainda vivemos esse quadro, mas com perspectiva de reversão. Senão, a educação no país vai para o fundo do poço”, avalia. Em 2013, diante do baixo interesse pelos cursos de formação de professores, a PUC iniciou programa para torná-los mais atrativos. “Conseguimos reverter a demanda muito baixa que tínhamos. O número de alunos cresceu, mas os cursos não estão plenamente ocupados.”

A coordenadora do curso de letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sueli Coelho, afirmou que há muito interesse pelos cursos de línguas, que permitem que o professor lecione tanto na educação básica quanto em cursos livres de escolas de idiomas. O governo federal implementa, desde 2009, o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). Neste ano, 51 mil professores frequentam os cursos e 12 mil se formaram.

O idealismo que move carreiras

Apesar dos salários baixos, da falta de planos de carreira e de reconhecimento, há estudantes que não abandonam o sonho com a docência. É o caso dos alunos do ensino médio Helena Arcanjo Tonelli Reis e Guilherme Rodrigues Otoni Alcântara, do Colégio Padre Eustáquio, ambos de 17 anos. Guilherme pretende ser professor de história, e Helena, de português. “Tenho o compromisso com a educação de outras pessoas. Todo mundo precisa passar por um professor para se formar. Só teremos um país melhor com investimento em educação”, diz Helena.

Ela se espelha no professor de redação Adélcio Ferreira Dias. “É o professor que eu gostaria de ser. Ensina coisas que vou levar para o resto da vida.” Outras referências são a avó, Maria da Conceição, que cursou magistério, e a mãe, Cynthia Arcanjo, que, embora engenheira, atuou como professora de física. “A questão salarial não me preocupa. É um problema real, mas o dinheiro não é o mais importante. O que adianta fazer algo que torna a pessoa rica, mas infeliz?”

Guilherme lembra que os cursos de licenciatura não são tão valorizados devido ao fato de que os professores não costumam ser bem remunerados. “Teoricamente, curso bom é o que dá dinheiro. Mas não é o fator mais importante. Se você está feliz com sua profissão, o dinheiro vem, aumentam a chances de ser bem-sucedido”, avalia o jovem. “Para mim, ser professor é ensinar para o aluno como vai ser o futuro. É muito mais importante do que ensinar conteúdo. É ensinar cidadania.”

Créditos: Cristina Horta /EM / D.A. Press 

Fonte: Estado de Minas

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Seis projetos do Cenpec passam a compor o Guia de Tecnologia do MEC

Guia é uma ferramenta que auxilia os gestores educacionais na escolha de materiais e tecnologias de qualidade para o uso nas escolas públicas brasileiras

A partir deste ano, seis iniciativas desenvolvidas pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) passam a compor o Guia de Tecnologias do Ministério da Educação. O resultado do último lote do Edital de 2014 foi publicado no Diário Oficial na última segunda-feira (22/06). O Guia é uma ferramenta que auxilia os gestores educacionais na escolha de materiais e tecnologias de qualidade para o uso nas escolas públicas brasileiras.

Dentre as ações realizadas pelo Cenpec, foram selecionados para compor o Guia o Portal da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro; os cursos online Caminhos da Escrita e Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas; o Programa Jovens Urbanos e os projetos de Aceleração de Aprendizagem do 1º ao 5 º ano e do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

“A inclusão desses seis projetos no Guia de Tecnologias do MEC é extremante importante para nós. É o reconhecimento de que estamos cumprindo nossa missão de desenvolver tecnologias sólidas e de qualidade voltadas para a melhoria da educação pública”, alegra-se Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec. Segundo ela, estas ações foram construídas, aperfeiçoadas, avaliadas e implementadas em muitas redes de ensino. Agora, com o reconhecimento do ministério, certamente terão maior impacto sobre as políticas educacionais.

Outros projetos do Cenpec também já foram selecionados em edições anteriores do Guia de Tecnologia do MEC como o Aceleração de Aprendizagem do 6º ao 9º ano, o Programa Jovens Urbanos, Incentivo à Leitura, Melhoria da Educação no Município e o Projeto Criança. Confira abaixo os projetos do Cenpec selecionados no Edital 2014:

PORTAL DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO

O que é: Disponibiliza materiais, fóruns, debates e cursos online de formação de professores com o objetivo de contribuir para o ensino da língua portuguesa, utilizando a metodologia que considera os gêneros textuais e seus usos sociais. A Olimpíada tem caráter bienal e, em anos pares, realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. Nos anos ímpares, desenvolve ações de formação presencial e a distância, além da realização de estudos e pesquisas, elaboração e produção de recursos e materiais educativos. Acesse o portal e saiba mais. Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Parceria com Todos pela Educação, Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

CURSO ON-LINE CAMINHOS DA ESCRITA

O que é: Curso desenvolvido preferencialmente para professores de Língua Portuguesa em exercício na rede pública de ensino, que lecionem no Ensino Fundamental II e Médio. Educadores dos anos iniciais também podem participar. Com duração de 12 semanas, o conteúdo está estruturado para que o participante desenvolva, em grupo, um projeto de práticas de letramento que possa ser realizado em sala de aula. Mais informações no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Tem como parceiros na execução das ações: Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

CURSO ON-LINE SEQUÊNCIA DIDÁTICA: APRENDENDO
POR MEIO DE RESENHAS


O que é: Formação de professores no ensino de Língua Portuguesa que possibilita ao participantevivenciar uma sequência didática para escrever uma resenha de um produto cultural. O curso tem duração de 12 semanas e é voltado para educadores que atuam escolas públicas no Ensino Fundamental e Ensino Médio. Saiba mais no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Parceria com o Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

“A inclusão do Portal da Olímpiada da Língua Portuguesa e dos cursos de formação no Guia no MEC amplia a possibilidade de que mais pessoas tenham acesso ao nosso trabalho. Hoje a nossa comunidade tem cerca de 270 mil educadores de todo o país cadastrados, que encontram não apenas apoio teórico e material de referência sobre a língua portuguesa, mas uma rede de muita troca, onde os professores inspiram uns aos outros” - Sonia Madi, coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa.


PROGRAMA JOVENS URBANOS

O que é: Formação de jovens de 16 até 21 anos que habitam as metrópoles. Sua metodologia formativa tem como objetivo promover o desenvolvimento de sensibilidades e o envolvimento reflexivo dos jovens com os territórios da cidade, oferecendo oportunidades para que conheçam e explorem espaços onde estão concentradas práticas juvenis, artísticas, tecnológicas, relativas ao mundo do trabalho, das políticas, das ciências, de promoção da saúde, de lazer e de esportes. Saiba mais no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec, investe na atuação em rede, na qual poder público, organizações locais, comunidades, população e entidades de reconhecida expertise social e técnica agem articulados, de forma a multiplicar esforços e recursos.

“O PJU já foi selecionado pelo Guia de Tecnologias do MEC em outras edições. Esse é um espaço fundamental para disponibilizar a metodologia para todos os municípios, não apenas para colocar o Cenpec em contato com outras organizações públicas e privadas, mas principalmente para disseminar a nossa visão de juventude, que requer políticas públicas intersetoriais, como as de educação integral, da secretaria de juventude, da assistência social e do ministério do trabalho” - Wagner Santana, coordenador do Programa Jovens Urbanos.

ACELERAÇÃO DA APRENDIZAGEM

O que é: Formação de professores do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e de gestores educacionais com base em material didático-pedagógico (para professores e alunos), especificamente elaborado para a organização curricular e pedagógica das classes de aceleração. O objetivo do projeto é reintegrar crianças e jovens com distorção idade-série, ou seja, que estão fora da idade escolar adequada. Mais informações no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Volkswagen com coordenação técnica do Cenpec.

“Ficamos muito satisfeitos com esse reconhecimento, em especial pela nossa experiência de atuação nos anos finais do Ensino Fundamental frequentemente tão esquecido. Este é um projeto de qualidade, com resultados efetivos na superação do atraso escolar, que ainda é muito grave em todo o país” - Claudia Petri, gerente de projetos do Cenpec.
 
 
Fonte: Portal Cenpec  
 
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Opinião: Tecnologias no ensino - com qual conteúdo?

Não há dúvida de que mesclar o estudo por livros impressos com objetos digitais é o caminho mais indicado; mas, para dar certo, há que garantir conteúdo de qualidade", afirma Andrea Ramal

A Microsoft acaba de lançar um site que ensina a usar o Minecraft – um dos jogos eletrônicos mais populares do mundo – com finalidade educacional. Ao fazer isso, vai ao encontro de duas tendências das novas formas de aprender: a gamefication (didática que usa desafios, competições e ambientes lúdicos para resolver problemas) e a incorporação de recursos digitais ao ensino.

Isso não significa que o livro didático será substituído. Mas, se até pouco tempo ele era o principal material de referência, a partir de agora esse recurso deve se relacionar com objetos digitais, como vídeos, exercícios interativos e estudos de caso multimídia, viabilizando ao aluno uma experiência de aprendizagem com percursos flexíveis, ainda que bem estruturados.

A questão não é qual tecnologia, mas que conteúdo se coloca dentro dela. O caso do Minecraft pode ser uma tentativa interessante, mas há que lembrar que se trata apenas de mais um ambiente, sem muito conhecimento dentro. Ele exercita o poder de tomar decisões, a criatividade e a resolução de problemas, mas em algum momento, o aluno terá que acessar e estudar conteúdos mais complexos.

Não há dúvida de que mesclar o estudo por livros impressos com objetos digitais, conforme os percursos e ritmos de aprendizagem de seus alunos, é o caminho mais indicado para que escolas e universidades brasileiras melhorem o padrão de desempenho dos estudantes. Isso implica reestruturar os planos de ensino, associando de forma lógica as aulas presenciais e as atividades à distância.

Mas, para dar certo, em cada área do conhecimento, há que garantir conteúdo de qualidade também nos aplicativos eletrônicos. É preciso ter cuidado com certas adaptações, improvisos e produções caseiras sem grande valor didático.

Um ou outro aplicativo popular e divertido sempre pode motivar os alunos. No entanto, é mais provável que os melhores resultados de aprendizagem sejam os que derivem de conhecimento impresso e digital consistente, oriundo de autores e editoras de referência na área técnica, científica e acadêmica, estudado com a orientação de professores bem preparados. É isso que, para além de divertir e motivar, desenvolve competências para o trabalho e para a vida.
 
Fonte: G1  
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Aproximar a escola do aluno, o maior desafio do século 21

Para especialistas, não basta empurrar a tecnologia para dentro da sala de aula

Métodos do século 19,mais professores do século 20 e alunos do século 21. Desta forma, a conta da educação não fecha. É assim que o educador e filósofo Mario Sérgio Cortella analisa o dia a dia das salas de aula no País. A solução, porém, não é apenas empurrar a tecnologia para dentro da escola. Para Cortella e especialistas, é fundamental entender o papel do professor e levar em consideração o mundo dos alunos.

“Muitos professores falam:‘os alunos não são mais os mesmos’.Então eu me pergunto:por que eles dão aula do mesmo jeito?”, questiona Cortella, provocador. Segundo ele, para conseguir minimizar os conflitos,o professor precisa ficar atento ao que é arcaico – do passado e que lá deve ficar – e ao que é tradicional e deve ser levado para sempre. Já sobre o novo, tecnologia, por exemplo,ele garante que é preciso entender o papel que ela deve ter.

“Tecnologia é ferramenta. O principal é entender o que emociona nossos alunos e trabalhara partir disso, usando a tecnologia como ponte”. Em sua opinião, a internet proporciona informação. Mas informação é apenas o caminho para se alcançar o conhecimento.E é do professor a tarefa de conduzir isso.

A consultora de Educação da Bett Brasill,Vera Cabral Costa, pensa semelhante. Segundo ela, professor não é a fonte única do conhecimento e o Google está aí para provar isso. O que aprender também mudou e datas e “decorebas” hoje não fazem diferença, já que a informação está disponível em todo lugar.“Oque vale é a capacidade de usar a informação e transformá-la em conhecimento. A tecnologia não desvaloriza a profissão docente. Ao contrário.De transmissor do conhecimento,o professor passa a ser o maestro da transformação do aluno em cidadão autônomo”.

Barreiras

Andrea Guedes tem 35 anos e é professora orientadora de informática educacional (poie).Ela concorda que as aulas devem ser mais atrativas para que a aprendizagem dos alunos possa ser mais efetiva. No entanto, há barreiras a vencer,para que a teoria de aulas dinâmicas para atender essa nova geração de alunos vire prática.“Hoje a informática, que é como que trabalho, por si só não é uma novidade para os alunos. O papel dela é contribuir como ensino em todas as outras matérias. Mas isso ainda acontece de diferentes formas”.

Para Andrea, a rede particular consegue integrar melhor a tecnologia às disciplinas. Já na rede pública, a questão esbarra na demora burocrática para que os equipamentos cheguem às salas de aulas.“Hátambémaresistênciadealgunsprofessoresaferramentastecnológicas.Por outro lado,muitoseducadorestrabalhammaisdeumperíodoefaltatempoparaqueelessequalifiquem”. Na opinião dela,pensar na educação do século 21 é equacionar esses problemas.

Indisciplina

Porém, nada assusta mais no dia a dia escolar do que a indisciplina, diz Cortella. E isso, afirma, vem de casa. “ Os pais de agora tiveram um descuido:acharam que seus filhos eram seus pares e não seus subordinados”. Assim,para ele, as crianças crescem confundindo desejo com direito e um exercício na escola é uma afronta.

Além disso, o cotidiano que deixa os pais mais ausentes também impacta. “Às vezes, o primeiro adulto que o aluno vê no dia é o professor perguntando da lição e exigindo disciplina.Aí ele vai para cima mesmo”. Por isso, Cortella defende que trabalhar a indisciplina não deve ser uma ação isolada entre professores;precisa fazer parte de um projeto político pedagógico e que,necessariamente, precisado apoio da família.
 
Fonte: A Tribuna (SP)  
 
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Participação constante dos pais reforça os laços com a escola

Escola em Minas Gerais procura manter comunicação constante com as famílias dos alunos; pais vão à escola para contar histórias e participar de competições esportivas
A Escola Estadual Professor Joaquim Pimenta de Araújo, no município mineiro de Água Boa, a 380 quilômetros de Belo Horizonte, procura manter comunicação constante com as famílias dos alunos. Para isso, promove reuniões e desenvolve projetos que contribuem para o fortalecimento de suas iniciativas. A escola atende aproximadamente 400 alunos do ensino fundamental.

Além de convidadas a participar de eventos pontuais, como festas e datas comemorativas, as famílias são chamadas a colaborar em ações desenvolvidas ao longo do ano letivo. Assim, os pais vão à escola para dar depoimentos, contar histórias, participar de competições esportivas e até mesmo desenvolver, com os professores, oficinas de culinária e de artesanato.

“O principal benefício de uma maior participação das famílias é o aumento da confiança mútua”, diz Elenita Alves Xavier Barreiros, diretora da instituição. “A família sente segurança quanto ao trabalho da escola, e a escola sente-se apoiada e confiante no desempenho de suas funções”, destaca. Para ela, a relação de credibilidade reforça os laços que vão além dos muros da escola e acaba por beneficiar toda a sociedade. “É importante que os pais percebam que a presença é sempre bem-vinda”, assegura Elenita. Há 24 anos no magistério e há dez na direção, ela tem licenciatura plena e pós-graduação em matemática.

Para Andréia Christina Alves Barroso Leite, vice-diretora, a participação das famílias proporciona mais credibilidade à escola. “O aluno passa a ter mais confiança, e a família é respeitada em seus direitos”, analisa. De acordo com Andréia, embora ainda exista uma parcela que sempre está ocupada demais para participar ativamente dos trabalhos propostos, as famílias costumam atender bem aos convites. “Quando se trata de educação, é fundamental plantar a semente e regá-la constantemente, confiando sempre que colheremos bons frutos”, enfatiza Andréia. Há 15 anos no magistério, ela tem graduação no curso normal superior.

Diálogo — “Procuro envolver os pais nos projetos da escola e até mesmo nas atividades diárias que realizo na sala de aula”, explica Márcia Rodrigues de Paula Moraes, professora de turma de terceiro ano do ensino fundamental. “Nas reuniões com os pais, discutimos os projetos, como o de recital de poesia, por exemplo”, diz. Márcia também mantém contato pelo celular e pelo whatsapp. “Se alunos faltam, ligo pessoalmente para saber o porquê e sempre que necessário”, revela. “Nosso diálogo é permanente.”

Há 15 anos no magistério, a professora acredita que a participação efetiva da família na escola torna o processo ensino-aprendizagem mais dinâmico e prazeroso para o aluno. Além disso, enfatiza, contribui para elevar a autoestima dos alunos e melhorar a disciplina. Márcia tem graduação em curso normal superior e pós-graduação em docência superior.

Fonte: Portal MEC 
 
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Entenda o que é a Base Nacional Comum de Ensino

Ideia é criar uma base para o ensino que seja comum em todas as escolas do Brasil

Educadores de várias partes do Brasil se reuniram em um Seminário Internacional que aconteceu nesta quarta-feira (8), em Brasília, para debaterem a reformulação do ensino médio e a construção de uma base nacional curricular comum.

A ideia é criar uma base para o ensino que seja comum em todas as escolas do Brasil. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, considera que, atualmente o conteúdo do ensino médio está direcionado somente para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não é o caminho adequado, os países com educação de classe mundial desenvolveram a partir de uma base comum os seus currículos que guardam espaço para a diversidade, como no Brasil vai ter que ter”, completa.

O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que a base nacional curricular comum da educação básica deve estar concluída até junho de 2016. A Base Nacional é uma das vinte metas do PNE e está prevista na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes.
 
 
Fonte: Agência Brasil  
 
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Ex-interno da Fundação Casa é premiado na Olimpíada de Matemática

Adolescente cumpriu medida socioeducativa durante um ano e sete meses. Cerimônia de premiação da Obmep 2014 acontece nesta segunda no Rio

O Theatro Municipal do Rio recebe na tarde desta segunda-feira (20) a cerimônia de premiação da 10ª Olímpiada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), com a presença do matemático Artur Ávila, o brasileiro vencedor da Medalha Fields, considerada o "Nobel da Matemática". No total, participaram 18 milhões de estudantes: 6.500 ganharam medalha e 46.200, uma menção honrosa. Neste último grupo estão 37 adolescentes que cumpriam medida socioeducativa no Brasil. O G1 conversou com um deles, A. T. S., ex-interno da Fundação Casa, em São Paulo.

O adolescente parou os estudos ainda no ensino fundamental para trabalhar. Durante o período em que ficou internado, em uma unidade na Zona Sul da Capital, ele voltou a ter aulas e concluiu o primeiro ano do ensino médio. Sem ter aulas preparatórias para a Obmep, o jovem teve a nota mais alta da unidade – no total 542 internos da fundação chegaram à segunda fase do torneio.

"Eu fiquei feliz [quando soube da menção honrosa]. Foi um passo muito grande para mim ter conseguido terminar a prova. Tentei fazer a prova com tudo o que eu aprendi aqui dentro", conta o jovem.

O gosto por fazer cálculos, porém, não se estende às regras do português. "Eu fiz a olímpiada de português, mas não passei. Eu gosto mesmo é de educação física e matemática. Das outras matérias eu não gosto muito, não. Prefiro fazer contas, pensar. A matemática faz a gente pensar muito e eu consigo raciocinar."

Volta às aulas

A. foi desinternado em março deste ano, após cumprir um ano e sete meses de medida socioeducativa por roubo. Hoje, planeja fazer carreira e voltar aos estudos. "Eu trabalho com descarregamento de carga. Eu tenho que terminar a escola, mas não tem vaga. Ficaram de ver se conseguem para este meio de ano, mas acho que no ano que vem tem."
De acordo com a pedagoga Kátia Martins de Aguiar, que há tres anos trabalha na Fundação Casa, a olimpíada é uma forma de medir o desenvolvimento do aluno e de motivá-lo. "Essas competições são um incentivo, é muito bom para eles. Proporciona a procura de um sentido, de reconhecer o próprio potencial. Faz com que eles possam se apoiar nos estudos e ver que este é o caminho", afirma.

Filho de uma doméstica e sem contato com o pai, A. pretende mudar sua vida para crescer junto com a namorada e a filha de quase dois anos. "Quero crescer na vida, ser alguém, dar orgulho para a minha mãe, família, minha filhinha."

Defasagem escolar

Segundo balanço da Fundação casa, 9.965 adolescentes cumprem medida socioeducativa em 148 centros no estado de São Paulo.

Para Aguiar, a defasagem escolar é muito comum entre os adolescentes que são internados. "Eles não frequentaram a escola, se evadiram, e aqui dentro acontece a escola. Estes adolescentes têm que amadurecer e pensar no porquê estão aqui. Eles não podem simplesmente passar por aqui, tem que haver uma reflexão e devem evoluir aqui dentro", afirma a pedagoga, que ressalta que a mudança é um processo lento.

"O meu trabalho é de plantar sementinhas. Demora, mas quando eu vejo um resultado como esse me encorajo a seguir em frente."

Obmep 2014

Mais 18 milhões de alunos de 46.698 escolas do país todo se inscreveram na 10ª Obmep. Para participar, os estudantes devem estar matriculados da 6ª a 9ª série do ensino fundamental e nos três anos do ensino médio de escolas públicas. Alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) também podem participar.

Os 6.500 jovens com maiores pontuações na segunda fase da Olimpíada receberão medalhas. Segundo a Obmep, são 501 de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze.

Os medalhistas também receberão bolsas de iniciação científica e poderão se candidatar ao Programa de Iniciação Científica e de Mestrado (PICME), quando estiverem matriculados no ensino superior. Além disso, 46.200 participantes receberão também certificados de menção honrosa. Os professores, as instituições de ensino e as secretarias municipais de educação também receberão prêmios.

A edição de 2015 da Obmep ainda está em andamento.
 
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Fonte: G1 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pesquisa indica que acesso a biblioteca contribui para aprendizado infantil

Segundo pesquisa, percentual de crianças no nível 5 de aprendizagem no centro de Educação Infantil passou de 42% antes da biblioteca para 92%, após o contato dos estudantes com o espaço


Uma pesquisa divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasil Leitor indica que o acesso a uma biblioteca contribui significativamente para a aprendizagem infantil. O estudo mostra que o acesso aos livros e brinquedos em um espaço organizado e supervisionado faz com que mais de 80% das crianças atinjam o nível máximo de aprendizado.

Os dados foram levantados a partir do acompanhamento de crianças entre 2 e 6 anos em um centro de educação infantil e uma escola municipal de educação infantil na cidade de São Paulo. Foram observados 32 itens, distribuídos em seis categorias: iniciativa, relações sociais, representação criativa, música e movimento, linguagem e comunicação e matemática e ciência. O desenvolvimento é medido em níveis que vão de 1 a 5.

Segundo a pesquisa, de modo global, o percentual de crianças no nível 5 de aprendizagem no centro de educação infantil passou de 42% antes da biblioteca para 92%, após o contato dos estudantes com o espaço. Na escola municipal de educação infantil, apenas 5% dos alunos atingiam o nível máximo, antes da biblioteca. Após a implantação do projeto, o percentual chegou a 83%.

No quesito representação criativa, 49% das crianças do centro de educação infantil estavam no nível mà criação do espaço, índice que subiu para 70% na etapa final.

O resultado foi ainda mais expressivo na avaliação do item de música e movimento. Antes da biblioteca, nenhum aluno da escola municipal de educação infantil chegava ao nível máximo nesse quesito. Com a chegada da biblioteca, o percentual atingiu 93%. No centro, o índice saiu de 26% para 92%.

A coordenadora da pesquisa, Roseli Monaco, explica que, além da estruturação adequada do espaço, é fundamental para o sucesso dos projetos a formação oferecida aos professores e famílias. “Em uma instituição de educação infantil, não adianta colocar só o material. O educador tem que planejar e observar a criança brincando.”

Outra estratégia importante, de acordo com Roseli, é associação entre os livros e os brinquedos, repassada aos professores no trabalho de capacitação. “Para todo livro tem um brinquedo ou uma brincadeira associada. A criança, na educação infantil, só aprende brincando. O livro é um objeto lúdico.”

Para ela, com todos esses elementos, a criança tem mais condições de desenvolver todo seu potencial. “Quando se oferece o material, o livro, o brinquedo, a formação e se envolve a família, o nível de aprendizagem da criança evolui”, enfatiza.

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Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 14 de abril de 2015

APRENDIZAGEM

Escola quebrou paredes das salas, mas ainda convive com problemas - PARTE II

Se a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Amorim Lima conseguiu superar o modelo tradicional de provas e alunos divididos por série, ela ainda enfrenta problemas comuns de uma escola pública. Há ainda dificuldades específicas de um projeto novo e que funciona como um projeto experimental. 

Um dos desafios da manutenção do projeto, diz a diretora Ana Elisa Siqueira, é conseguir capacitar os professores sobre o modelo adotado pela escola.

"Tem uma rotatividade razoável de professores, e isso é um problema. Todo ano a gente rebola, não dá tempo de capacitar. A gente tem professores que chegam aqui sem saber do projeto". Para o ano letivo de 2015, por exemplo, dos 60 docentes da Amorim Lima, 13 eram novatos.

Se professores chegam ao local sem saber nada sobre o modelo sem provas e séries, imagine quantos pais se assustam com as novidades da escola.

"Não é uma escola privada, a gente tá dentro do sistema público. E tem pais que não querem de jeito nenhum que a criança venha pra cá, porque não gostaram, não compreendem", diz a diretora.

Por outro lado, existem famílias que já conhecem o projeto pedagógico, mas se decepcionam com a prática. "A minha filha passou um ano no Amorim Lima quando estava no 9º ano do ensino fundamental. Ela reclamava muito que terminava o cronograma e ficava sem fazer nada", diz um pai, que preferiu não se identificar. "O modelo é bom, mas talvez não tenha amadurecido o suficiente", afirma.

Depois da experiência, ele resolveu transferir a filha para outra escola pública. "Também tive problemas, algumas garotas furtavam na escola", diz.

Além disso, há os pais que não entendem as atividades de capoeira, por exemplo. "Às vezes, o pai não quer que o filho faça um trabalho de cultura brasileira. Isso normalmente acontece por causa da religião".
Insegurança

Se do lado de dentro da escola o clima parece de liberdade e incentivo ao desenvolvimento da autonomia, o muro da Escola Amorim Lima, na zona oeste de São Paulo, mostra que do lado de fora o clima pode ser bem diferente. "Cuidado, rua muito assaltada", diz uma frase gravada do lado de fora da escola.

"Aqui [o bairro] está muito diferente do que já foi. O metrô chega e tudo muda. O bairro cresceu muito e a questão da droga e dos roubos está três vezes mais grave do que quando cheguei, há 20 anos. A gente não tinha tanto assalto como a gente tem hoje. Isso tudo cria uma sensação de insegurança", diz.

"A gente sabe que tem muitos problemas", afirma a diretora, que destaca que o projeto ainda está em construção. "Esse projeto é uma construção de autonomia. As crianças estão o tempo todo convivendo e é na convivência que a gente aprende a responder o outro".

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo13/04/201506h02

APRENDIZAGEM

Saiba como funciona a escola pública sem provas, turmas e disciplinas - PARTE I

Para conhecer a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Amorim Lima, na zona oeste de São Paulo, é preciso deixar de lado a visão tradicional de escola. Aqui não há provas, os alunos aprendem matemática debaixo de uma árvore e as salas não têm carteiras organizadas em fileiras. Nessa escola, cada um aprende no seu ritmo, compartilha as experiências com o grupo e pede ajuda para o professor-tutor.

E quem explica tudo isso é a Maria Vitória de Oliveira, 8, e a Thabbata Neves, 9, que nos recebem no pátio para apresentar a escola. "Aqui eles fazem um projeto diferente de todas as outras escolas, então eu gosto daqui por isso. Eu aprendo bastante coisa", diz Maria Vitória.

A escola funciona há dez anos como um projeto experimental na rede municipal de São Paulo e foi inspirada na Escola da Ponte, do educador português José Pacheco. Entre os principais objetivos desse modelo pedagógico estão o desenvolvimento da autonomia intelectual dos alunos e a troca de saberes.
De portas abertas

Há um clima de liberdade e informalidade, com uma aparente desordem, em toda a escola. Crianças circulam a todo momento pelo prédio e a sala da direção está sempre aberta para o aluno que precisar pedir qualquer tipo de ajuda (do estojo perdido à cartolina para a atividade em sala).

"A escola que eu estudava antes era outra coisa, lá era todo mundo em fileira, aqui é em grupo, todo mundo pergunta, todo mundo responde", diz Thabbata. "Não tem prova, a única prova é o roteiro, aqui a gente é praticamente livre, não fica muito tempo dentro da sala, só na aula de pesquisa."

A chamada aula de pesquisa é o momento em que os alunos estudam os conteúdos e fazem exercícios. Eles também têm aulas de brincadeira, de capoeira, teatro, dança, grego e latim. Há oficinas de inglês, texto e matemática. Pode até não ter prova, mas os alunos são avaliados nas atividades em grupo, no processo de execução do roteiro e nas atividades finais.
Um roteiro, vários caminhos

No início do ano, cada aluno recebe um kit com os livros didáticos da sua série e os roteiros que precisa seguir. Esses roteiros são preparados e encadernados pela própria escola, são eles que vão direcionar o estudo e a execução de exercícios. Organizados por temas - em vez de disciplinas -- eles são interdisciplinares e costumam exigir que o aluno pesquise em livros de diversas matérias.

Por exemplo, se o tema é Segunda Guerra Mundial, os alunos terão conteúdos não só de história, mas também de geografia, física e matemática.

Todos eles precisam ser cumpridos, mas a velocidade e o caminho que cada aluno fará pelo material estudado pode ser bem diferente. O ritmo e o processo de cada um é respeitado.

Ao final de cada roteiro, os alunos precisam completar um quadro de resumo e fazer exercícios sobre conteúdo estudado, formando um arquivo de trabalhos que é chamado de portfólio. Quem erra ou esquece algo precisa voltar e rever o conteúdo.
Os "salões"

As salas de aula são diferentes dependendo da etapa de ensino. As turmas mais "tradicionais" são o 1º e o 2º ano do ensino fundamental. Nessa fase, os professores apresentam os primeiros roteiros para os alunos. É um período de introdução do modelo pedagógico e de adaptação para as próximas séries.

Quando a criança completa o ciclo de alfabetização, ela entra em uma nova classe, que reúne alunos do 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental. É o "salão" do ciclo 1. Há outra com estudantes do 6º ao 9º, ou ciclo 2 do ensino fundamental.

Cada uma dessas salas é grande e os alunos são dispostos em grupos de até quatro pessoas (muitas vezes de idades e séries diferentes). Cada um tem seu próprio roteiro de estudos, mas o objetivo é que eles consigam se ajudar e resolver problemas e tirar dúvidas entre si. Um professor fica à disposição dos alunos para tirar dúvidas.

Na teoria, parece fácil, mas há quem não se adapte ao projeto. "Tem pais que não querem de jeito nenhum que a criança venha pra cá, porque não gostaram, não compreendem", diz a diretora Ana Elisa Siqueira.


Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo13/04/201506h02 > Atualizada 13/04/201506h02

terça-feira, 7 de abril de 2015

Especialistas apresentam cinco propostas para a Educação brasileira

Em meio ao otimismo que envolveu o anúncio de Janine Ribeiro como ministro, pensadores da área sugerem medidas para tirar o Brasil das últimas posições nos rankings de ensino


O momento era meio baixo-astral: economia aos tropeços, corrupção em destaque, aumento de impostos e uma Esplanada sem brilho. Até que a Presidência emitiu uma nota de três linhas, no último dia 27, anunciando o quinto ministro da Educação em 14 meses de governo.

Um professor. Um professor de Ética. Sem filiação partidária.

A nomeação de Renato Janine Ribeiro, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP), provocou otimismo entre analistas políticos e entusiasmo no meio acadêmico.

— Ele reúne as melhores condições de liderar um debate nacional. São raros os brasileiros que, além de capacidade intelectual, dispõem de tanta valentia para tratar de temas espinhosos — avalia o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação e presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada.

Em um país cuja taxa de evasão escolar atingiu 24,3% em 2012, com os vizinhos do Chile (2,6%), do Uruguai (4,8%) e da Argentina (6,2%) nos deixando para trás, desafios monumentais aguardam o novo ministro. Apenas para citar outro dado, o Brasil ocupa o 55º lugar entre 65 países no ranking de habilidade para leitura do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Em matemática, cai para 58º.

Janine concederá entrevistas como ministro a partir desta semana. Mas, na terça-feira passada, no programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, adiantou sua intenção de unir educação e cultura:

— Conhecer é tão prazeroso. Por que nós deixamos, ao longo dos séculos, que o conhecer se tornasse uma corveia, uma obrigação, e não um prazer?

Abaixo, pensadores e especialistas em educação sugerem cinco medidas para que o ministro possa virar o jogo.

1. Formação de Professores
Digamos que um médico recém-formado queira ser cardiologista: você sabe, ele fará residência em um hospital certificado pelo governo — teoricamente uma instituição apta a lhe oferecer infraestrutura e orientação profissional qualificada — e, após alguns semestres, sairá de lá dominando a especialidade na prática.

— Agora troque o médico por um professor, a cardiologia pela Matemática, e o hospital por uma boa escola. Teremos a residência docente — propõe Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e professor da Universidade Federal de Pernambuco.

É muita teoria e pouca prática na formação dos professores, diz Mozart. Ele sugere que a residência docente ocupe o lugar do atual estágio curricular — disciplina do último semestre das faculdades de licenciatura e Pedagogia — e tenha o dobro da duração: um ano inteiro. Hoje, o estágio pode ser feito em qualquer escola. Na residência docente, como ocorre no aclamado sistema de ensino da Finlândia, não.

Escolas com bons laboratórios e professores de Química, por exemplo, seriam certificadas pelo Ministério da Educação para oferecerem residência em Química. Colégios cujo forte é a linguística, claro, receberiam aspirantes a lecionar Português e Literatura.

— As escolas vão lutar para atingir essa certificação, que lhe renderá benefícios do governo federal. E nós daríamos um salto na formação de professores, que hoje, na prática, não saem das faculdades sabendo ensinar — avalia Mozart.

2. Reforma do Ensino Médio
— O Ensino Médio no Brasil é preconceituoso — define o psicólogo João Batista Oliveira, PhD em Educação e presidente do Instituto Alfa e Beto.

Tudo gira em torno do Enem, tudo mira a universidade, todos os alunos cursam as mesmas disciplinas, não há alternativas. Jovens propensos a trocar o estudo pelo trabalho dificilmente mudam de ideia, porque, nas palavras de João Batista, "não há nenhum estímulo à qualificação técnica, aos trabalhos manuais ou a qualquer atividade longe da faculdade."

— Raciocine comigo: 78% da força de trabalho brasileira (segundo o Pnad) não tem curso superior. Nos Estados Unidos, o percentual é de 50%, ou seja, também é bastante gente. Essas pessoas precisam ser preparadas e acolhidas pelo Ensino Médio e não desprezadas — analisa o psicólogo.

João Batista lembra que em países desenvolvidos, como Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Suíça, o nível médio é profissionalizante — como já foi no Brasil há 40 anos. E, se o estudante quiser ingressar na universidade, prestará vestibular com provas relacionadas à área que estudou nos últimos anos do colégio.

— O que não pode é o Enem ditar os rumos do Ensino Médio. É o rabo puxando o cachorro — protesta o especialista. — Em nome desse preconceito, de que a vida sem curso superior não tem salvação, perdemos a mão de obra qualificada no Brasil.

Mas e o badalado Pronatec?

— São cursos de 160 horas. Formação profissional é coisa séria. No Ensino Médio, levaria mais de ano.

3. Alfabetização no primeiro ano
Está lá, no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: "Que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental".

— Todo mundo sabe que essa alfabetização é na idade errada — protesta o sociólogo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho em Sociedade do Rio de Janeiro.

Em qualquer país com ensino básico razoável, diz ele, a criança conclui a primeira série lendo e escrevendo. Ou, no mínimo, é essa a meta do governo.

O problema é que no Brasil, até os anos 1980, antes da universalização do Ensino Fundamental, quando não havia escolas públicas espalhadas nas regiões mais pobres, praticamente só a classe média tinha acesso ao colégio. Não eram filhos de analfabetos que ingressavam na escola — a maioria já tinha lápis e caneta em casa, convivia com pais letrados e chegava às aulas quase pronta.

— Qualquer método de alfabetização era suficiente — lembra a psicóloga Maria da Penha Azevedo, pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia da Pesquisa e Ação. — Mas a clientela das escolas mudou, e o preparo dos professores não.

— Coordenei uma pesquisa com centenas de professores, e a imensa maioria aprendeu a alfabetizar na prática, e não nos cursos de magistério ou licenciatura — conta Simon Schwartzman.

Tanto ele quanto Maria da Penha defendem a meta de alfabetização aos seis anos — porque as crianças sentem-se incapazes e burras ao verem coleguinhas aprendendo enquanto elas fracassam — e uma verdadeira política que ensine professores a ensinar.

4. Currículo comum nas escolas
Nada de inventar a roda, basta seguir a lei. Há 19 anos a legislação manda que o governo federal elabore um currículo comum para as escolas do país inteiro, tanto as públicas quanto as privadas — essa resolução ganhou força no ano passado, com a aprovação do Plano Nacional de Educação. É bom que o MEC se agilize.

— Hoje, não há qualquer referência no país sobre o que os alunos devem aprender a cada ano escolar. Não há clareza sobre o que um estudante deve saber em cada série — explica a coordenadora do movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco.

Em que momento a criança deve dominar frações? E qual deve ser seu nível de interpretação de texto no quinto ano? A Constituição, vale lembrar, diz que toda criança tem direito a uma educação de qualidade.

— Mas todo o direito, para ser um direito, precisa ser enunciado. Quais são os direitos de uma criança no primeiro, no terceiro, no sexto ano? Os pais precisam saber. E que diretrizes definem uma "educação de qualidade"? — questiona o sociólogo Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC e membro do Conselho Nacional de Educação.

Hoje, cada rede ou escola tem seus próprios critérios. Mas ano a ano seus alunos são submetidos a avaliações nacionais, como a Prova Brasil ou o Enem, que cobram de todos os mesmos conhecimentos. O Plano Nacional de Educação exige que o ministério defina o currículo até junho de 2016.

— Será o primeiro passo para todos terem as mesmas oportunidades. Mas o prazo é curto e, até agora, ainda não há vimos documento inicial em discussão — alerta Alejandra Velasco.

5. Tecnologia no aprendizado
Termodinâmica pode ser chato. Mas imagine se o aluno desembarcasse na Inglaterra do século 19, no auge da Revolução Industrial, para entender de perto como funcionavam as locomotivas e máquinas a vapor, tudo isso aliado a uma perspectiva histórica, geográfica e cultural daquela época — o estudante veria como as pessoas trabalhavam, se divertiam e se vestiam, e ele mesmo queimaria carvão para produzir energia.

— Precisamos dessa nova linguagem. A sala de aula perdeu o monopólio da aprendizagem, que hoje tem força descomunal na internet. O Brasil tem plenas condições de desenvolver portais com gráficos supermodernos, videoaulas, interatividades e simulações tridimensionais para os alunos estudarem na hora em que quiserem, com quem quiserem e onde quiserem — prega Ronaldo Mota, ex-secretário de Inovação Tecnológica do Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje reitor da Universidade Estácio de Sá.

Ronaldo lembra que nenhum outro país usa a tecnologia bancária melhor do que o Brasil. Existe, portanto, um potencial de sucesso em outras áreas. Para ele, o orçamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que compra e distribui apostilas para escolas públicas, deveria ser redirecionado às inovações.

— O PNLD hoje é pensado como se os autores dos livros ou os gestores das escolas, todos de cabelos brancos como os meus, fossem os estudantes. É uma linguagem ultrapassada — afirma Ronaldo Mota. — Ou atualizamos nossa visão, ou fracassaremos. Não adianta os deputados brigarem pela escola de tempo integral se o colégio é desmotivador: vira uma dupla tortura.

Fonte: Zero Hora (RS)
fotne: http://www.todospelaeducacao.org.br

segunda-feira, 23 de março de 2015

FEIRA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS -SP

PROJETOS DE ESTUDANTES DE ESCOLAS ESTADUAIS SERÃO APRESENTADOS
NA FEIRA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS EM SÃO PAULO


Projetos científicos de alunos de 10 escolas estaduais irão representar o Rio Grande do Norte na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace 2015), maior feira do gênero na América do Sul, que acontece no período de terça-feira (17) a quinta (19), nas dependências da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. O grande evento tem entrada franca e ocorre das 14h às 19h.

Os projetos que representam o Estado foram classificados na 4ª Feira de Ciência do Semiárido Potiguar, em novem de 2014, promovida pela Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) em parceria com a Secretaria da Educação do RN.

Cinco projetos pertencem as escolas da circunscrição da 12ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Direc), localizada em Mossoró. Representarão o RN em São Paulo os projetos: "A Eficácia dos Produtos Biodegradáveis a partir do óleo de coco (nucifera) no combate as bactérias", feito por alunos da Escola Estadual Rui Barbosa, sediada em Tibau; "De Saco a Calçadas: Uma Construção Sustentável", pesquisa de alunos da Escola Estadual Aida Ramalho Cortez Pereira, de Mossoró; "Estudo Termoxidativo de Biodiesel de Gorduras Animais e Tratamento do seu efluente de Purificação por Eletrofloculação" , feito por alunos da Escola Estadual Abel Freire Coelho, Mossoró.

Também foram classificados os trabalhos: "O Entretenimento Juvenil no município de Tibau/RN: Uma questão para Refletir", feito por alunos da Escola Estadual Rui Barbosa, em Tibau; e a "Viabilidade Técnica do Óleo da Calotrópis Procera para a Produção de Biodiesel", pesquisa de alunos da Escola Estadual Eliseu Viana.

Mais seis escolas que integram as Direcs de Umarizal, Pau dos Ferros, Assu e Apodi estão com projetos científicos de alunos na FEBRACE. "Destilação de Águas Cinzas Negras e Salobras por Aquecimento Solar Utilizando Lentes Convergentes", pesquisa de alunos da Escola Estadual 11 de Agosto, de Umarizal; "Diminuição da Poluição do Ar por Meio de um Purificador de Ar Ecológico", feito por alunos da Escola Estadual 11 de Agosto, de Umarizal; "Lamparina D Água", de alunos da Escola Estadual Apolinária Jales, de Messias Targino; "Lixo: Problemas e Desafios no município de Itaú/RN", pesquisa de alunos da Escola Estadual Francisco de Assis Pinheiro, de Itau; "Reciclagem Eletrônica: Montando um Mini Transmissor de Rádio Móvel com Sucatas Eletrônicas", feito por alunos da Escola Estadual Governador Walfredo Gurgel, de Antônio Martins; e "SELB´S : Sensor Eletrônico de Luzes Baixas", pesquisa de alunos da Escola Estadual Padre Ibiapina, de Assu. 

A Feira de Ciências do Semi-Árido Potiguar contou com a participação de trabalhos de 96 escolas de 67 municípios de diversas regiões do Rio Grande do Norte.

FONTE:http://www.rneducacao.com/