segunda-feira, 20 de julho de 2015

Seis projetos do Cenpec passam a compor o Guia de Tecnologia do MEC

Guia é uma ferramenta que auxilia os gestores educacionais na escolha de materiais e tecnologias de qualidade para o uso nas escolas públicas brasileiras

A partir deste ano, seis iniciativas desenvolvidas pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) passam a compor o Guia de Tecnologias do Ministério da Educação. O resultado do último lote do Edital de 2014 foi publicado no Diário Oficial na última segunda-feira (22/06). O Guia é uma ferramenta que auxilia os gestores educacionais na escolha de materiais e tecnologias de qualidade para o uso nas escolas públicas brasileiras.

Dentre as ações realizadas pelo Cenpec, foram selecionados para compor o Guia o Portal da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro; os cursos online Caminhos da Escrita e Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas; o Programa Jovens Urbanos e os projetos de Aceleração de Aprendizagem do 1º ao 5 º ano e do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

“A inclusão desses seis projetos no Guia de Tecnologias do MEC é extremante importante para nós. É o reconhecimento de que estamos cumprindo nossa missão de desenvolver tecnologias sólidas e de qualidade voltadas para a melhoria da educação pública”, alegra-se Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec. Segundo ela, estas ações foram construídas, aperfeiçoadas, avaliadas e implementadas em muitas redes de ensino. Agora, com o reconhecimento do ministério, certamente terão maior impacto sobre as políticas educacionais.

Outros projetos do Cenpec também já foram selecionados em edições anteriores do Guia de Tecnologia do MEC como o Aceleração de Aprendizagem do 6º ao 9º ano, o Programa Jovens Urbanos, Incentivo à Leitura, Melhoria da Educação no Município e o Projeto Criança. Confira abaixo os projetos do Cenpec selecionados no Edital 2014:

PORTAL DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO

O que é: Disponibiliza materiais, fóruns, debates e cursos online de formação de professores com o objetivo de contribuir para o ensino da língua portuguesa, utilizando a metodologia que considera os gêneros textuais e seus usos sociais. A Olimpíada tem caráter bienal e, em anos pares, realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. Nos anos ímpares, desenvolve ações de formação presencial e a distância, além da realização de estudos e pesquisas, elaboração e produção de recursos e materiais educativos. Acesse o portal e saiba mais. Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Parceria com Todos pela Educação, Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

CURSO ON-LINE CAMINHOS DA ESCRITA

O que é: Curso desenvolvido preferencialmente para professores de Língua Portuguesa em exercício na rede pública de ensino, que lecionem no Ensino Fundamental II e Médio. Educadores dos anos iniciais também podem participar. Com duração de 12 semanas, o conteúdo está estruturado para que o participante desenvolva, em grupo, um projeto de práticas de letramento que possa ser realizado em sala de aula. Mais informações no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Tem como parceiros na execução das ações: Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

CURSO ON-LINE SEQUÊNCIA DIDÁTICA: APRENDENDO
POR MEIO DE RESENHAS


O que é: Formação de professores no ensino de Língua Portuguesa que possibilita ao participantevivenciar uma sequência didática para escrever uma resenha de um produto cultural. O curso tem duração de 12 semanas e é voltado para educadores que atuam escolas públicas no Ensino Fundamental e Ensino Médio. Saiba mais no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Parceria com o Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

“A inclusão do Portal da Olímpiada da Língua Portuguesa e dos cursos de formação no Guia no MEC amplia a possibilidade de que mais pessoas tenham acesso ao nosso trabalho. Hoje a nossa comunidade tem cerca de 270 mil educadores de todo o país cadastrados, que encontram não apenas apoio teórico e material de referência sobre a língua portuguesa, mas uma rede de muita troca, onde os professores inspiram uns aos outros” - Sonia Madi, coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa.


PROGRAMA JOVENS URBANOS

O que é: Formação de jovens de 16 até 21 anos que habitam as metrópoles. Sua metodologia formativa tem como objetivo promover o desenvolvimento de sensibilidades e o envolvimento reflexivo dos jovens com os territórios da cidade, oferecendo oportunidades para que conheçam e explorem espaços onde estão concentradas práticas juvenis, artísticas, tecnológicas, relativas ao mundo do trabalho, das políticas, das ciências, de promoção da saúde, de lazer e de esportes. Saiba mais no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec, investe na atuação em rede, na qual poder público, organizações locais, comunidades, população e entidades de reconhecida expertise social e técnica agem articulados, de forma a multiplicar esforços e recursos.

“O PJU já foi selecionado pelo Guia de Tecnologias do MEC em outras edições. Esse é um espaço fundamental para disponibilizar a metodologia para todos os municípios, não apenas para colocar o Cenpec em contato com outras organizações públicas e privadas, mas principalmente para disseminar a nossa visão de juventude, que requer políticas públicas intersetoriais, como as de educação integral, da secretaria de juventude, da assistência social e do ministério do trabalho” - Wagner Santana, coordenador do Programa Jovens Urbanos.

ACELERAÇÃO DA APRENDIZAGEM

O que é: Formação de professores do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e de gestores educacionais com base em material didático-pedagógico (para professores e alunos), especificamente elaborado para a organização curricular e pedagógica das classes de aceleração. O objetivo do projeto é reintegrar crianças e jovens com distorção idade-série, ou seja, que estão fora da idade escolar adequada. Mais informações no site.
Realização: Iniciativa da Fundação Volkswagen com coordenação técnica do Cenpec.

“Ficamos muito satisfeitos com esse reconhecimento, em especial pela nossa experiência de atuação nos anos finais do Ensino Fundamental frequentemente tão esquecido. Este é um projeto de qualidade, com resultados efetivos na superação do atraso escolar, que ainda é muito grave em todo o país” - Claudia Petri, gerente de projetos do Cenpec.
 
 
Fonte: Portal Cenpec  
 
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Opinião: Tecnologias no ensino - com qual conteúdo?

Não há dúvida de que mesclar o estudo por livros impressos com objetos digitais é o caminho mais indicado; mas, para dar certo, há que garantir conteúdo de qualidade", afirma Andrea Ramal

A Microsoft acaba de lançar um site que ensina a usar o Minecraft – um dos jogos eletrônicos mais populares do mundo – com finalidade educacional. Ao fazer isso, vai ao encontro de duas tendências das novas formas de aprender: a gamefication (didática que usa desafios, competições e ambientes lúdicos para resolver problemas) e a incorporação de recursos digitais ao ensino.

Isso não significa que o livro didático será substituído. Mas, se até pouco tempo ele era o principal material de referência, a partir de agora esse recurso deve se relacionar com objetos digitais, como vídeos, exercícios interativos e estudos de caso multimídia, viabilizando ao aluno uma experiência de aprendizagem com percursos flexíveis, ainda que bem estruturados.

A questão não é qual tecnologia, mas que conteúdo se coloca dentro dela. O caso do Minecraft pode ser uma tentativa interessante, mas há que lembrar que se trata apenas de mais um ambiente, sem muito conhecimento dentro. Ele exercita o poder de tomar decisões, a criatividade e a resolução de problemas, mas em algum momento, o aluno terá que acessar e estudar conteúdos mais complexos.

Não há dúvida de que mesclar o estudo por livros impressos com objetos digitais, conforme os percursos e ritmos de aprendizagem de seus alunos, é o caminho mais indicado para que escolas e universidades brasileiras melhorem o padrão de desempenho dos estudantes. Isso implica reestruturar os planos de ensino, associando de forma lógica as aulas presenciais e as atividades à distância.

Mas, para dar certo, em cada área do conhecimento, há que garantir conteúdo de qualidade também nos aplicativos eletrônicos. É preciso ter cuidado com certas adaptações, improvisos e produções caseiras sem grande valor didático.

Um ou outro aplicativo popular e divertido sempre pode motivar os alunos. No entanto, é mais provável que os melhores resultados de aprendizagem sejam os que derivem de conhecimento impresso e digital consistente, oriundo de autores e editoras de referência na área técnica, científica e acadêmica, estudado com a orientação de professores bem preparados. É isso que, para além de divertir e motivar, desenvolve competências para o trabalho e para a vida.
 
Fonte: G1  
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Aproximar a escola do aluno, o maior desafio do século 21

Para especialistas, não basta empurrar a tecnologia para dentro da sala de aula

Métodos do século 19,mais professores do século 20 e alunos do século 21. Desta forma, a conta da educação não fecha. É assim que o educador e filósofo Mario Sérgio Cortella analisa o dia a dia das salas de aula no País. A solução, porém, não é apenas empurrar a tecnologia para dentro da escola. Para Cortella e especialistas, é fundamental entender o papel do professor e levar em consideração o mundo dos alunos.

“Muitos professores falam:‘os alunos não são mais os mesmos’.Então eu me pergunto:por que eles dão aula do mesmo jeito?”, questiona Cortella, provocador. Segundo ele, para conseguir minimizar os conflitos,o professor precisa ficar atento ao que é arcaico – do passado e que lá deve ficar – e ao que é tradicional e deve ser levado para sempre. Já sobre o novo, tecnologia, por exemplo,ele garante que é preciso entender o papel que ela deve ter.

“Tecnologia é ferramenta. O principal é entender o que emociona nossos alunos e trabalhara partir disso, usando a tecnologia como ponte”. Em sua opinião, a internet proporciona informação. Mas informação é apenas o caminho para se alcançar o conhecimento.E é do professor a tarefa de conduzir isso.

A consultora de Educação da Bett Brasill,Vera Cabral Costa, pensa semelhante. Segundo ela, professor não é a fonte única do conhecimento e o Google está aí para provar isso. O que aprender também mudou e datas e “decorebas” hoje não fazem diferença, já que a informação está disponível em todo lugar.“Oque vale é a capacidade de usar a informação e transformá-la em conhecimento. A tecnologia não desvaloriza a profissão docente. Ao contrário.De transmissor do conhecimento,o professor passa a ser o maestro da transformação do aluno em cidadão autônomo”.

Barreiras

Andrea Guedes tem 35 anos e é professora orientadora de informática educacional (poie).Ela concorda que as aulas devem ser mais atrativas para que a aprendizagem dos alunos possa ser mais efetiva. No entanto, há barreiras a vencer,para que a teoria de aulas dinâmicas para atender essa nova geração de alunos vire prática.“Hoje a informática, que é como que trabalho, por si só não é uma novidade para os alunos. O papel dela é contribuir como ensino em todas as outras matérias. Mas isso ainda acontece de diferentes formas”.

Para Andrea, a rede particular consegue integrar melhor a tecnologia às disciplinas. Já na rede pública, a questão esbarra na demora burocrática para que os equipamentos cheguem às salas de aulas.“Hátambémaresistênciadealgunsprofessoresaferramentastecnológicas.Por outro lado,muitoseducadorestrabalhammaisdeumperíodoefaltatempoparaqueelessequalifiquem”. Na opinião dela,pensar na educação do século 21 é equacionar esses problemas.

Indisciplina

Porém, nada assusta mais no dia a dia escolar do que a indisciplina, diz Cortella. E isso, afirma, vem de casa. “ Os pais de agora tiveram um descuido:acharam que seus filhos eram seus pares e não seus subordinados”. Assim,para ele, as crianças crescem confundindo desejo com direito e um exercício na escola é uma afronta.

Além disso, o cotidiano que deixa os pais mais ausentes também impacta. “Às vezes, o primeiro adulto que o aluno vê no dia é o professor perguntando da lição e exigindo disciplina.Aí ele vai para cima mesmo”. Por isso, Cortella defende que trabalhar a indisciplina não deve ser uma ação isolada entre professores;precisa fazer parte de um projeto político pedagógico e que,necessariamente, precisado apoio da família.
 
Fonte: A Tribuna (SP)  
 
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Participação constante dos pais reforça os laços com a escola

Escola em Minas Gerais procura manter comunicação constante com as famílias dos alunos; pais vão à escola para contar histórias e participar de competições esportivas
A Escola Estadual Professor Joaquim Pimenta de Araújo, no município mineiro de Água Boa, a 380 quilômetros de Belo Horizonte, procura manter comunicação constante com as famílias dos alunos. Para isso, promove reuniões e desenvolve projetos que contribuem para o fortalecimento de suas iniciativas. A escola atende aproximadamente 400 alunos do ensino fundamental.

Além de convidadas a participar de eventos pontuais, como festas e datas comemorativas, as famílias são chamadas a colaborar em ações desenvolvidas ao longo do ano letivo. Assim, os pais vão à escola para dar depoimentos, contar histórias, participar de competições esportivas e até mesmo desenvolver, com os professores, oficinas de culinária e de artesanato.

“O principal benefício de uma maior participação das famílias é o aumento da confiança mútua”, diz Elenita Alves Xavier Barreiros, diretora da instituição. “A família sente segurança quanto ao trabalho da escola, e a escola sente-se apoiada e confiante no desempenho de suas funções”, destaca. Para ela, a relação de credibilidade reforça os laços que vão além dos muros da escola e acaba por beneficiar toda a sociedade. “É importante que os pais percebam que a presença é sempre bem-vinda”, assegura Elenita. Há 24 anos no magistério e há dez na direção, ela tem licenciatura plena e pós-graduação em matemática.

Para Andréia Christina Alves Barroso Leite, vice-diretora, a participação das famílias proporciona mais credibilidade à escola. “O aluno passa a ter mais confiança, e a família é respeitada em seus direitos”, analisa. De acordo com Andréia, embora ainda exista uma parcela que sempre está ocupada demais para participar ativamente dos trabalhos propostos, as famílias costumam atender bem aos convites. “Quando se trata de educação, é fundamental plantar a semente e regá-la constantemente, confiando sempre que colheremos bons frutos”, enfatiza Andréia. Há 15 anos no magistério, ela tem graduação no curso normal superior.

Diálogo — “Procuro envolver os pais nos projetos da escola e até mesmo nas atividades diárias que realizo na sala de aula”, explica Márcia Rodrigues de Paula Moraes, professora de turma de terceiro ano do ensino fundamental. “Nas reuniões com os pais, discutimos os projetos, como o de recital de poesia, por exemplo”, diz. Márcia também mantém contato pelo celular e pelo whatsapp. “Se alunos faltam, ligo pessoalmente para saber o porquê e sempre que necessário”, revela. “Nosso diálogo é permanente.”

Há 15 anos no magistério, a professora acredita que a participação efetiva da família na escola torna o processo ensino-aprendizagem mais dinâmico e prazeroso para o aluno. Além disso, enfatiza, contribui para elevar a autoestima dos alunos e melhorar a disciplina. Márcia tem graduação em curso normal superior e pós-graduação em docência superior.

Fonte: Portal MEC 
 
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Entenda o que é a Base Nacional Comum de Ensino

Ideia é criar uma base para o ensino que seja comum em todas as escolas do Brasil

Educadores de várias partes do Brasil se reuniram em um Seminário Internacional que aconteceu nesta quarta-feira (8), em Brasília, para debaterem a reformulação do ensino médio e a construção de uma base nacional curricular comum.

A ideia é criar uma base para o ensino que seja comum em todas as escolas do Brasil. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, considera que, atualmente o conteúdo do ensino médio está direcionado somente para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não é o caminho adequado, os países com educação de classe mundial desenvolveram a partir de uma base comum os seus currículos que guardam espaço para a diversidade, como no Brasil vai ter que ter”, completa.

O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que a base nacional curricular comum da educação básica deve estar concluída até junho de 2016. A Base Nacional é uma das vinte metas do PNE e está prevista na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes.
 
 
Fonte: Agência Brasil  
 
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Ex-interno da Fundação Casa é premiado na Olimpíada de Matemática

Adolescente cumpriu medida socioeducativa durante um ano e sete meses. Cerimônia de premiação da Obmep 2014 acontece nesta segunda no Rio

O Theatro Municipal do Rio recebe na tarde desta segunda-feira (20) a cerimônia de premiação da 10ª Olímpiada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), com a presença do matemático Artur Ávila, o brasileiro vencedor da Medalha Fields, considerada o "Nobel da Matemática". No total, participaram 18 milhões de estudantes: 6.500 ganharam medalha e 46.200, uma menção honrosa. Neste último grupo estão 37 adolescentes que cumpriam medida socioeducativa no Brasil. O G1 conversou com um deles, A. T. S., ex-interno da Fundação Casa, em São Paulo.

O adolescente parou os estudos ainda no ensino fundamental para trabalhar. Durante o período em que ficou internado, em uma unidade na Zona Sul da Capital, ele voltou a ter aulas e concluiu o primeiro ano do ensino médio. Sem ter aulas preparatórias para a Obmep, o jovem teve a nota mais alta da unidade – no total 542 internos da fundação chegaram à segunda fase do torneio.

"Eu fiquei feliz [quando soube da menção honrosa]. Foi um passo muito grande para mim ter conseguido terminar a prova. Tentei fazer a prova com tudo o que eu aprendi aqui dentro", conta o jovem.

O gosto por fazer cálculos, porém, não se estende às regras do português. "Eu fiz a olímpiada de português, mas não passei. Eu gosto mesmo é de educação física e matemática. Das outras matérias eu não gosto muito, não. Prefiro fazer contas, pensar. A matemática faz a gente pensar muito e eu consigo raciocinar."

Volta às aulas

A. foi desinternado em março deste ano, após cumprir um ano e sete meses de medida socioeducativa por roubo. Hoje, planeja fazer carreira e voltar aos estudos. "Eu trabalho com descarregamento de carga. Eu tenho que terminar a escola, mas não tem vaga. Ficaram de ver se conseguem para este meio de ano, mas acho que no ano que vem tem."
De acordo com a pedagoga Kátia Martins de Aguiar, que há tres anos trabalha na Fundação Casa, a olimpíada é uma forma de medir o desenvolvimento do aluno e de motivá-lo. "Essas competições são um incentivo, é muito bom para eles. Proporciona a procura de um sentido, de reconhecer o próprio potencial. Faz com que eles possam se apoiar nos estudos e ver que este é o caminho", afirma.

Filho de uma doméstica e sem contato com o pai, A. pretende mudar sua vida para crescer junto com a namorada e a filha de quase dois anos. "Quero crescer na vida, ser alguém, dar orgulho para a minha mãe, família, minha filhinha."

Defasagem escolar

Segundo balanço da Fundação casa, 9.965 adolescentes cumprem medida socioeducativa em 148 centros no estado de São Paulo.

Para Aguiar, a defasagem escolar é muito comum entre os adolescentes que são internados. "Eles não frequentaram a escola, se evadiram, e aqui dentro acontece a escola. Estes adolescentes têm que amadurecer e pensar no porquê estão aqui. Eles não podem simplesmente passar por aqui, tem que haver uma reflexão e devem evoluir aqui dentro", afirma a pedagoga, que ressalta que a mudança é um processo lento.

"O meu trabalho é de plantar sementinhas. Demora, mas quando eu vejo um resultado como esse me encorajo a seguir em frente."

Obmep 2014

Mais 18 milhões de alunos de 46.698 escolas do país todo se inscreveram na 10ª Obmep. Para participar, os estudantes devem estar matriculados da 6ª a 9ª série do ensino fundamental e nos três anos do ensino médio de escolas públicas. Alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) também podem participar.

Os 6.500 jovens com maiores pontuações na segunda fase da Olimpíada receberão medalhas. Segundo a Obmep, são 501 de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze.

Os medalhistas também receberão bolsas de iniciação científica e poderão se candidatar ao Programa de Iniciação Científica e de Mestrado (PICME), quando estiverem matriculados no ensino superior. Além disso, 46.200 participantes receberão também certificados de menção honrosa. Os professores, as instituições de ensino e as secretarias municipais de educação também receberão prêmios.

A edição de 2015 da Obmep ainda está em andamento.
 
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Fonte: G1 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pesquisa indica que acesso a biblioteca contribui para aprendizado infantil

Segundo pesquisa, percentual de crianças no nível 5 de aprendizagem no centro de Educação Infantil passou de 42% antes da biblioteca para 92%, após o contato dos estudantes com o espaço


Uma pesquisa divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasil Leitor indica que o acesso a uma biblioteca contribui significativamente para a aprendizagem infantil. O estudo mostra que o acesso aos livros e brinquedos em um espaço organizado e supervisionado faz com que mais de 80% das crianças atinjam o nível máximo de aprendizado.

Os dados foram levantados a partir do acompanhamento de crianças entre 2 e 6 anos em um centro de educação infantil e uma escola municipal de educação infantil na cidade de São Paulo. Foram observados 32 itens, distribuídos em seis categorias: iniciativa, relações sociais, representação criativa, música e movimento, linguagem e comunicação e matemática e ciência. O desenvolvimento é medido em níveis que vão de 1 a 5.

Segundo a pesquisa, de modo global, o percentual de crianças no nível 5 de aprendizagem no centro de educação infantil passou de 42% antes da biblioteca para 92%, após o contato dos estudantes com o espaço. Na escola municipal de educação infantil, apenas 5% dos alunos atingiam o nível máximo, antes da biblioteca. Após a implantação do projeto, o percentual chegou a 83%.

No quesito representação criativa, 49% das crianças do centro de educação infantil estavam no nível mà criação do espaço, índice que subiu para 70% na etapa final.

O resultado foi ainda mais expressivo na avaliação do item de música e movimento. Antes da biblioteca, nenhum aluno da escola municipal de educação infantil chegava ao nível máximo nesse quesito. Com a chegada da biblioteca, o percentual atingiu 93%. No centro, o índice saiu de 26% para 92%.

A coordenadora da pesquisa, Roseli Monaco, explica que, além da estruturação adequada do espaço, é fundamental para o sucesso dos projetos a formação oferecida aos professores e famílias. “Em uma instituição de educação infantil, não adianta colocar só o material. O educador tem que planejar e observar a criança brincando.”

Outra estratégia importante, de acordo com Roseli, é associação entre os livros e os brinquedos, repassada aos professores no trabalho de capacitação. “Para todo livro tem um brinquedo ou uma brincadeira associada. A criança, na educação infantil, só aprende brincando. O livro é um objeto lúdico.”

Para ela, com todos esses elementos, a criança tem mais condições de desenvolver todo seu potencial. “Quando se oferece o material, o livro, o brinquedo, a formação e se envolve a família, o nível de aprendizagem da criança evolui”, enfatiza.

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Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 14 de abril de 2015

APRENDIZAGEM

Escola quebrou paredes das salas, mas ainda convive com problemas - PARTE II

Se a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Amorim Lima conseguiu superar o modelo tradicional de provas e alunos divididos por série, ela ainda enfrenta problemas comuns de uma escola pública. Há ainda dificuldades específicas de um projeto novo e que funciona como um projeto experimental. 

Um dos desafios da manutenção do projeto, diz a diretora Ana Elisa Siqueira, é conseguir capacitar os professores sobre o modelo adotado pela escola.

"Tem uma rotatividade razoável de professores, e isso é um problema. Todo ano a gente rebola, não dá tempo de capacitar. A gente tem professores que chegam aqui sem saber do projeto". Para o ano letivo de 2015, por exemplo, dos 60 docentes da Amorim Lima, 13 eram novatos.

Se professores chegam ao local sem saber nada sobre o modelo sem provas e séries, imagine quantos pais se assustam com as novidades da escola.

"Não é uma escola privada, a gente tá dentro do sistema público. E tem pais que não querem de jeito nenhum que a criança venha pra cá, porque não gostaram, não compreendem", diz a diretora.

Por outro lado, existem famílias que já conhecem o projeto pedagógico, mas se decepcionam com a prática. "A minha filha passou um ano no Amorim Lima quando estava no 9º ano do ensino fundamental. Ela reclamava muito que terminava o cronograma e ficava sem fazer nada", diz um pai, que preferiu não se identificar. "O modelo é bom, mas talvez não tenha amadurecido o suficiente", afirma.

Depois da experiência, ele resolveu transferir a filha para outra escola pública. "Também tive problemas, algumas garotas furtavam na escola", diz.

Além disso, há os pais que não entendem as atividades de capoeira, por exemplo. "Às vezes, o pai não quer que o filho faça um trabalho de cultura brasileira. Isso normalmente acontece por causa da religião".
Insegurança

Se do lado de dentro da escola o clima parece de liberdade e incentivo ao desenvolvimento da autonomia, o muro da Escola Amorim Lima, na zona oeste de São Paulo, mostra que do lado de fora o clima pode ser bem diferente. "Cuidado, rua muito assaltada", diz uma frase gravada do lado de fora da escola.

"Aqui [o bairro] está muito diferente do que já foi. O metrô chega e tudo muda. O bairro cresceu muito e a questão da droga e dos roubos está três vezes mais grave do que quando cheguei, há 20 anos. A gente não tinha tanto assalto como a gente tem hoje. Isso tudo cria uma sensação de insegurança", diz.

"A gente sabe que tem muitos problemas", afirma a diretora, que destaca que o projeto ainda está em construção. "Esse projeto é uma construção de autonomia. As crianças estão o tempo todo convivendo e é na convivência que a gente aprende a responder o outro".

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo13/04/201506h02

APRENDIZAGEM

Saiba como funciona a escola pública sem provas, turmas e disciplinas - PARTE I

Para conhecer a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Amorim Lima, na zona oeste de São Paulo, é preciso deixar de lado a visão tradicional de escola. Aqui não há provas, os alunos aprendem matemática debaixo de uma árvore e as salas não têm carteiras organizadas em fileiras. Nessa escola, cada um aprende no seu ritmo, compartilha as experiências com o grupo e pede ajuda para o professor-tutor.

E quem explica tudo isso é a Maria Vitória de Oliveira, 8, e a Thabbata Neves, 9, que nos recebem no pátio para apresentar a escola. "Aqui eles fazem um projeto diferente de todas as outras escolas, então eu gosto daqui por isso. Eu aprendo bastante coisa", diz Maria Vitória.

A escola funciona há dez anos como um projeto experimental na rede municipal de São Paulo e foi inspirada na Escola da Ponte, do educador português José Pacheco. Entre os principais objetivos desse modelo pedagógico estão o desenvolvimento da autonomia intelectual dos alunos e a troca de saberes.
De portas abertas

Há um clima de liberdade e informalidade, com uma aparente desordem, em toda a escola. Crianças circulam a todo momento pelo prédio e a sala da direção está sempre aberta para o aluno que precisar pedir qualquer tipo de ajuda (do estojo perdido à cartolina para a atividade em sala).

"A escola que eu estudava antes era outra coisa, lá era todo mundo em fileira, aqui é em grupo, todo mundo pergunta, todo mundo responde", diz Thabbata. "Não tem prova, a única prova é o roteiro, aqui a gente é praticamente livre, não fica muito tempo dentro da sala, só na aula de pesquisa."

A chamada aula de pesquisa é o momento em que os alunos estudam os conteúdos e fazem exercícios. Eles também têm aulas de brincadeira, de capoeira, teatro, dança, grego e latim. Há oficinas de inglês, texto e matemática. Pode até não ter prova, mas os alunos são avaliados nas atividades em grupo, no processo de execução do roteiro e nas atividades finais.
Um roteiro, vários caminhos

No início do ano, cada aluno recebe um kit com os livros didáticos da sua série e os roteiros que precisa seguir. Esses roteiros são preparados e encadernados pela própria escola, são eles que vão direcionar o estudo e a execução de exercícios. Organizados por temas - em vez de disciplinas -- eles são interdisciplinares e costumam exigir que o aluno pesquise em livros de diversas matérias.

Por exemplo, se o tema é Segunda Guerra Mundial, os alunos terão conteúdos não só de história, mas também de geografia, física e matemática.

Todos eles precisam ser cumpridos, mas a velocidade e o caminho que cada aluno fará pelo material estudado pode ser bem diferente. O ritmo e o processo de cada um é respeitado.

Ao final de cada roteiro, os alunos precisam completar um quadro de resumo e fazer exercícios sobre conteúdo estudado, formando um arquivo de trabalhos que é chamado de portfólio. Quem erra ou esquece algo precisa voltar e rever o conteúdo.
Os "salões"

As salas de aula são diferentes dependendo da etapa de ensino. As turmas mais "tradicionais" são o 1º e o 2º ano do ensino fundamental. Nessa fase, os professores apresentam os primeiros roteiros para os alunos. É um período de introdução do modelo pedagógico e de adaptação para as próximas séries.

Quando a criança completa o ciclo de alfabetização, ela entra em uma nova classe, que reúne alunos do 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental. É o "salão" do ciclo 1. Há outra com estudantes do 6º ao 9º, ou ciclo 2 do ensino fundamental.

Cada uma dessas salas é grande e os alunos são dispostos em grupos de até quatro pessoas (muitas vezes de idades e séries diferentes). Cada um tem seu próprio roteiro de estudos, mas o objetivo é que eles consigam se ajudar e resolver problemas e tirar dúvidas entre si. Um professor fica à disposição dos alunos para tirar dúvidas.

Na teoria, parece fácil, mas há quem não se adapte ao projeto. "Tem pais que não querem de jeito nenhum que a criança venha pra cá, porque não gostaram, não compreendem", diz a diretora Ana Elisa Siqueira.


Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo13/04/201506h02 > Atualizada 13/04/201506h02

terça-feira, 7 de abril de 2015

Especialistas apresentam cinco propostas para a Educação brasileira

Em meio ao otimismo que envolveu o anúncio de Janine Ribeiro como ministro, pensadores da área sugerem medidas para tirar o Brasil das últimas posições nos rankings de ensino


O momento era meio baixo-astral: economia aos tropeços, corrupção em destaque, aumento de impostos e uma Esplanada sem brilho. Até que a Presidência emitiu uma nota de três linhas, no último dia 27, anunciando o quinto ministro da Educação em 14 meses de governo.

Um professor. Um professor de Ética. Sem filiação partidária.

A nomeação de Renato Janine Ribeiro, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP), provocou otimismo entre analistas políticos e entusiasmo no meio acadêmico.

— Ele reúne as melhores condições de liderar um debate nacional. São raros os brasileiros que, além de capacidade intelectual, dispõem de tanta valentia para tratar de temas espinhosos — avalia o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação e presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada.

Em um país cuja taxa de evasão escolar atingiu 24,3% em 2012, com os vizinhos do Chile (2,6%), do Uruguai (4,8%) e da Argentina (6,2%) nos deixando para trás, desafios monumentais aguardam o novo ministro. Apenas para citar outro dado, o Brasil ocupa o 55º lugar entre 65 países no ranking de habilidade para leitura do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Em matemática, cai para 58º.

Janine concederá entrevistas como ministro a partir desta semana. Mas, na terça-feira passada, no programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, adiantou sua intenção de unir educação e cultura:

— Conhecer é tão prazeroso. Por que nós deixamos, ao longo dos séculos, que o conhecer se tornasse uma corveia, uma obrigação, e não um prazer?

Abaixo, pensadores e especialistas em educação sugerem cinco medidas para que o ministro possa virar o jogo.

1. Formação de Professores
Digamos que um médico recém-formado queira ser cardiologista: você sabe, ele fará residência em um hospital certificado pelo governo — teoricamente uma instituição apta a lhe oferecer infraestrutura e orientação profissional qualificada — e, após alguns semestres, sairá de lá dominando a especialidade na prática.

— Agora troque o médico por um professor, a cardiologia pela Matemática, e o hospital por uma boa escola. Teremos a residência docente — propõe Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e professor da Universidade Federal de Pernambuco.

É muita teoria e pouca prática na formação dos professores, diz Mozart. Ele sugere que a residência docente ocupe o lugar do atual estágio curricular — disciplina do último semestre das faculdades de licenciatura e Pedagogia — e tenha o dobro da duração: um ano inteiro. Hoje, o estágio pode ser feito em qualquer escola. Na residência docente, como ocorre no aclamado sistema de ensino da Finlândia, não.

Escolas com bons laboratórios e professores de Química, por exemplo, seriam certificadas pelo Ministério da Educação para oferecerem residência em Química. Colégios cujo forte é a linguística, claro, receberiam aspirantes a lecionar Português e Literatura.

— As escolas vão lutar para atingir essa certificação, que lhe renderá benefícios do governo federal. E nós daríamos um salto na formação de professores, que hoje, na prática, não saem das faculdades sabendo ensinar — avalia Mozart.

2. Reforma do Ensino Médio
— O Ensino Médio no Brasil é preconceituoso — define o psicólogo João Batista Oliveira, PhD em Educação e presidente do Instituto Alfa e Beto.

Tudo gira em torno do Enem, tudo mira a universidade, todos os alunos cursam as mesmas disciplinas, não há alternativas. Jovens propensos a trocar o estudo pelo trabalho dificilmente mudam de ideia, porque, nas palavras de João Batista, "não há nenhum estímulo à qualificação técnica, aos trabalhos manuais ou a qualquer atividade longe da faculdade."

— Raciocine comigo: 78% da força de trabalho brasileira (segundo o Pnad) não tem curso superior. Nos Estados Unidos, o percentual é de 50%, ou seja, também é bastante gente. Essas pessoas precisam ser preparadas e acolhidas pelo Ensino Médio e não desprezadas — analisa o psicólogo.

João Batista lembra que em países desenvolvidos, como Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Suíça, o nível médio é profissionalizante — como já foi no Brasil há 40 anos. E, se o estudante quiser ingressar na universidade, prestará vestibular com provas relacionadas à área que estudou nos últimos anos do colégio.

— O que não pode é o Enem ditar os rumos do Ensino Médio. É o rabo puxando o cachorro — protesta o especialista. — Em nome desse preconceito, de que a vida sem curso superior não tem salvação, perdemos a mão de obra qualificada no Brasil.

Mas e o badalado Pronatec?

— São cursos de 160 horas. Formação profissional é coisa séria. No Ensino Médio, levaria mais de ano.

3. Alfabetização no primeiro ano
Está lá, no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: "Que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental".

— Todo mundo sabe que essa alfabetização é na idade errada — protesta o sociólogo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho em Sociedade do Rio de Janeiro.

Em qualquer país com ensino básico razoável, diz ele, a criança conclui a primeira série lendo e escrevendo. Ou, no mínimo, é essa a meta do governo.

O problema é que no Brasil, até os anos 1980, antes da universalização do Ensino Fundamental, quando não havia escolas públicas espalhadas nas regiões mais pobres, praticamente só a classe média tinha acesso ao colégio. Não eram filhos de analfabetos que ingressavam na escola — a maioria já tinha lápis e caneta em casa, convivia com pais letrados e chegava às aulas quase pronta.

— Qualquer método de alfabetização era suficiente — lembra a psicóloga Maria da Penha Azevedo, pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia da Pesquisa e Ação. — Mas a clientela das escolas mudou, e o preparo dos professores não.

— Coordenei uma pesquisa com centenas de professores, e a imensa maioria aprendeu a alfabetizar na prática, e não nos cursos de magistério ou licenciatura — conta Simon Schwartzman.

Tanto ele quanto Maria da Penha defendem a meta de alfabetização aos seis anos — porque as crianças sentem-se incapazes e burras ao verem coleguinhas aprendendo enquanto elas fracassam — e uma verdadeira política que ensine professores a ensinar.

4. Currículo comum nas escolas
Nada de inventar a roda, basta seguir a lei. Há 19 anos a legislação manda que o governo federal elabore um currículo comum para as escolas do país inteiro, tanto as públicas quanto as privadas — essa resolução ganhou força no ano passado, com a aprovação do Plano Nacional de Educação. É bom que o MEC se agilize.

— Hoje, não há qualquer referência no país sobre o que os alunos devem aprender a cada ano escolar. Não há clareza sobre o que um estudante deve saber em cada série — explica a coordenadora do movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco.

Em que momento a criança deve dominar frações? E qual deve ser seu nível de interpretação de texto no quinto ano? A Constituição, vale lembrar, diz que toda criança tem direito a uma educação de qualidade.

— Mas todo o direito, para ser um direito, precisa ser enunciado. Quais são os direitos de uma criança no primeiro, no terceiro, no sexto ano? Os pais precisam saber. E que diretrizes definem uma "educação de qualidade"? — questiona o sociólogo Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC e membro do Conselho Nacional de Educação.

Hoje, cada rede ou escola tem seus próprios critérios. Mas ano a ano seus alunos são submetidos a avaliações nacionais, como a Prova Brasil ou o Enem, que cobram de todos os mesmos conhecimentos. O Plano Nacional de Educação exige que o ministério defina o currículo até junho de 2016.

— Será o primeiro passo para todos terem as mesmas oportunidades. Mas o prazo é curto e, até agora, ainda não há vimos documento inicial em discussão — alerta Alejandra Velasco.

5. Tecnologia no aprendizado
Termodinâmica pode ser chato. Mas imagine se o aluno desembarcasse na Inglaterra do século 19, no auge da Revolução Industrial, para entender de perto como funcionavam as locomotivas e máquinas a vapor, tudo isso aliado a uma perspectiva histórica, geográfica e cultural daquela época — o estudante veria como as pessoas trabalhavam, se divertiam e se vestiam, e ele mesmo queimaria carvão para produzir energia.

— Precisamos dessa nova linguagem. A sala de aula perdeu o monopólio da aprendizagem, que hoje tem força descomunal na internet. O Brasil tem plenas condições de desenvolver portais com gráficos supermodernos, videoaulas, interatividades e simulações tridimensionais para os alunos estudarem na hora em que quiserem, com quem quiserem e onde quiserem — prega Ronaldo Mota, ex-secretário de Inovação Tecnológica do Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje reitor da Universidade Estácio de Sá.

Ronaldo lembra que nenhum outro país usa a tecnologia bancária melhor do que o Brasil. Existe, portanto, um potencial de sucesso em outras áreas. Para ele, o orçamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que compra e distribui apostilas para escolas públicas, deveria ser redirecionado às inovações.

— O PNLD hoje é pensado como se os autores dos livros ou os gestores das escolas, todos de cabelos brancos como os meus, fossem os estudantes. É uma linguagem ultrapassada — afirma Ronaldo Mota. — Ou atualizamos nossa visão, ou fracassaremos. Não adianta os deputados brigarem pela escola de tempo integral se o colégio é desmotivador: vira uma dupla tortura.

Fonte: Zero Hora (RS)
fotne: http://www.todospelaeducacao.org.br

segunda-feira, 23 de março de 2015

FEIRA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS -SP

PROJETOS DE ESTUDANTES DE ESCOLAS ESTADUAIS SERÃO APRESENTADOS
NA FEIRA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS EM SÃO PAULO


Projetos científicos de alunos de 10 escolas estaduais irão representar o Rio Grande do Norte na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace 2015), maior feira do gênero na América do Sul, que acontece no período de terça-feira (17) a quinta (19), nas dependências da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. O grande evento tem entrada franca e ocorre das 14h às 19h.

Os projetos que representam o Estado foram classificados na 4ª Feira de Ciência do Semiárido Potiguar, em novem de 2014, promovida pela Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) em parceria com a Secretaria da Educação do RN.

Cinco projetos pertencem as escolas da circunscrição da 12ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Direc), localizada em Mossoró. Representarão o RN em São Paulo os projetos: "A Eficácia dos Produtos Biodegradáveis a partir do óleo de coco (nucifera) no combate as bactérias", feito por alunos da Escola Estadual Rui Barbosa, sediada em Tibau; "De Saco a Calçadas: Uma Construção Sustentável", pesquisa de alunos da Escola Estadual Aida Ramalho Cortez Pereira, de Mossoró; "Estudo Termoxidativo de Biodiesel de Gorduras Animais e Tratamento do seu efluente de Purificação por Eletrofloculação" , feito por alunos da Escola Estadual Abel Freire Coelho, Mossoró.

Também foram classificados os trabalhos: "O Entretenimento Juvenil no município de Tibau/RN: Uma questão para Refletir", feito por alunos da Escola Estadual Rui Barbosa, em Tibau; e a "Viabilidade Técnica do Óleo da Calotrópis Procera para a Produção de Biodiesel", pesquisa de alunos da Escola Estadual Eliseu Viana.

Mais seis escolas que integram as Direcs de Umarizal, Pau dos Ferros, Assu e Apodi estão com projetos científicos de alunos na FEBRACE. "Destilação de Águas Cinzas Negras e Salobras por Aquecimento Solar Utilizando Lentes Convergentes", pesquisa de alunos da Escola Estadual 11 de Agosto, de Umarizal; "Diminuição da Poluição do Ar por Meio de um Purificador de Ar Ecológico", feito por alunos da Escola Estadual 11 de Agosto, de Umarizal; "Lamparina D Água", de alunos da Escola Estadual Apolinária Jales, de Messias Targino; "Lixo: Problemas e Desafios no município de Itaú/RN", pesquisa de alunos da Escola Estadual Francisco de Assis Pinheiro, de Itau; "Reciclagem Eletrônica: Montando um Mini Transmissor de Rádio Móvel com Sucatas Eletrônicas", feito por alunos da Escola Estadual Governador Walfredo Gurgel, de Antônio Martins; e "SELB´S : Sensor Eletrônico de Luzes Baixas", pesquisa de alunos da Escola Estadual Padre Ibiapina, de Assu. 

A Feira de Ciências do Semi-Árido Potiguar contou com a participação de trabalhos de 96 escolas de 67 municípios de diversas regiões do Rio Grande do Norte.

FONTE:http://www.rneducacao.com/

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

RN EDUCAÇÃO - REAJUSTE DE 13,01% É ENVIADO A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA



Governo do Estado encaminha à Assembleia Legislativa do RN lei complementar com o reajuste de 13,01% para os professores e especialistas em Educação. O reajuste concedido está de acordo com o piso salarial nacional do magistério.

O novo valor do vencimento básico será aplicado aos profissionais cuja jornada de trabalho dos respectivos titulares corresponda a 30 horas semanais nas áreas de direção, administração, professor, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação.

Os vencimentos básicos dos cargos públicos de provimento efetivo de professor e de especialista de educação que excederem a jornada de 30 horas semanais terão os valores calculados de forma proporcional, com base no valor da hora-aula.

Com o reajuste, o piso salarial dos professores do RN, com carga horária de 30h semanais passa a ser de R$ 1.438,67 (categoria funcional – Classe A, Nível I) e para especialistas em educação, de R$ 1.653,79 (categoria funcional em extinção – Classe A, Nível I) e de R$ 2.013,32 (categoria funcional – Classe A, Nível II).

Com a lei complementar de reajuste salarial, o Governo do Estado e a Secretaria de Educação do RN atendem à obrigação, de abrangência nacional, através da lei federal nº 11.378, que valoriza os profissionais docentes e os especialistas em educação. A descrição das classes e níveis seguem em anexo.


Segundo o governador Robinson Faria, os reajustes para o Magistério confirmam que “a qualidade no ensino e a valorização dos servidores da educação são uma meta do nosso Governo, e estamos dando uma prova disso com apenas um mês após iniciarmos nossa gestão. Estamos cumprindo, mais uma vez, o nosso compromisso, e reiterando o que declarei à Assembleia Legislativa, na mensagem anual, quando afirmei que a contenção de gastos não atingiria os pilares da sociedade, que são saúde, educação e segurança pública”, afirmou.

Para o secretário de Estado da Educação, Francisco das Chagas Fernandes, a medida é essencial para o setor. “A decisão é muito importante porque o Governo está cumprindo um encaminhamento de valorização dos profissionais, garantindo assim um dos aspectos importantes para os servidores que é a questão salarial”

FONTE: http://polapinto.blogspot.com.br/

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Menos de 1% dos municípios já concluíram plano de Educação

Prazo para elaborar diretrizes termina em julho. Mais de 1,4 mil cidades ainda nem começaram os trabalhos

Apenas 37 municípios de um total de 5.570 já sancionaram leis para elaborar metas a serem cumpridas no Plano Nacional de Educação, segundo levantamento da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação. O número corresponde a 0,66% do total. O prazo final para elaborar o projeto de lei termina em julho.

Segundo lei sancionada em julho de 2014, estados e municípios têm até julho de 2015 para elaborar as diretrizes do seu plano de educação. Ao todo, 1.441 municípios ainda nem iniciaram o trabalho de elaboração do seu plano municipal.

Segundo o levantamento:

- 37 municípios cumpriram todas as fases e as leis foram sancionadas
- 35 já aprovaram leis
- 37 enviaram o projeto de lei à câmara de vereadores
- 37 elaboraram o projeto de lei
- 95 realizaram consultas públicas
- 247 fizeram o documento-base
- 689 concluíram o diagnóstico
- 2.843 constituíram comissão coordenadora
- 1.441 ainda não iniciaram o trabalho de adequação ou elaboração do PME
- 109 municípios não prestaram informações ao Portal do PNE.

Entre os estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Maranhão são as unidades da Federação com planos constituídos por lei. O Distrito Federal e o Rio Grande do Sul já enviaram projetos de lei para apreciação dos legislativos. Rondônia e Roraima concluíram os projetos. Acre, Rio de Janeiro e Santa Catarina fecharam o documento-base, que é uma leitura da realidade e constitui o estágio anterior à consulta pública. São Paulo e Tocantins fizeram o diagnóstico.

Os outros 15 estados apenas constituíram comissões de coordenação com atividades em diferentes etapas.

A partir de julho, as relações de estados e municípios com o Ministério da Educação terão como instrumento os planos de cada cidade ou unidade da federação. "É preciso acelerar o trabalho", diz Binho Marques, secretário de articulação do MEC. "Os planos de educação são fundamentais para ter acesso ao Plano de Ações Articulado."

O MEC elaborou um calendário de supervisão e acompanhamento dos trabalhos dos secretários estaduais.


Fonte: G1
MEC cria bônus para diretor de escola pública


Segundo projeto, pagamento será condicionado a desempenho em curso de qualificação

Diretores de Escolas públicas de grande porte poderão fazer um curso de qualificação e, em troca, ter acesso a um bônus mensal pago pelo Ministério da Educação.

Esse é o modelo de um novo programa que o ministro Cid Gomes está formatando. O projeto será colocado em consulta pública nesta semana e ficará aberto a sugestões durante 15 dias. A ideia é oferecer a esse público uma capacitação em temas como gestão administrativa e financeira, além da abordagem de questões pedagógicas. A participação do diretor será voluntária.


O Grupo Folha não autoriza a publicação na íntegra do conteúdo produzido pelo jornal Folha de S.Paulo

Fonte: Folha de S.Paulo (SP)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

PISO NACIONAL DOS PROFESSORES

PISO NACIONAL DOS PROFESSORES AUMENTA 13,01% E SERÁ DE R$ 1.917,78

O Ministério da Educação divulgou na noite de ontem (06) o novo piso salarial dos professores, que será de R$ 1.917,78 – aumento de 13,01%. O valor já havia sido estimado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), com base nos critérios que têm sido adotados pelo MEC. O salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio, leva em conta uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

O valor entra em vigor nesta terça-feira e as secretarias municipais e estaduais têm este mês para se adequar ao reajuste, que deve ser pago em fevereiro. O novo valor foi apresentado após encontro entre o novo ministro da Educação, Cid Gomes, e representantes do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

O piso salarial passou de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451; em 2013, passou para R$ 1.567; e, em 2014 foi reajustado para R$ 1.697,39. O maior reajuste foi 22,22%, em 2012. De acordo com o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o novo piso significará, no total, um aumento de cerca de R$ 7 bilhões nos gastos dos municípios.

FONTE: http://www.marcondesgurgel.com

EDUCAÇÃO - NOVO SECRETÁRIO

SECRETÁRIO FRANCISCO DAS CHAGAS APRESENTA CINCO EIXOS DA NOVA GESTÃO DA SEEC


Na manhã desta segunda (5), no Auditório Angélica Moura, ocorreu a cerimônia de transição da pasta da Educação do RN da ex-secretária Betania Ramalho para o professor Francisco das Chagas, novo secretário de Educação. Com uma plateia lotada de servidores, o novo gestor apresentou os cinco eixos que nortearão sua gestão pelos próximos anos. Estiveram presentes os titulares das secretarias de Esporte e Lazer, George Câmara, de Políticas para Mulheres, Tereza Freire, e da Juventude, Ivaneide Basílio. 


Desejando boas vindas, a ex-secretária Betania Ramalho destacou a importância do ato da passagem de uma gestão para outra ao falar do acolhimento que os servidores devem realizar para a nova equipe. “Devemos comemorar todo o processo de mudança, pois além de fortalecer nossa democracia ela permite que cresçamos profissionalmente dada a importância do momento”, destacou a ex-titular.

Feita a transição simbólica do cargo, o secretário Francisco das Chagas agradeceu o gesto e falou pela primeira vez aos servidores da SEEC. “A educação é uma política pública que necessita de continuidade, sempre observando o que pode ser melhorado”, disse Chagas.


Durante sua fala, Francisco das Chagas frisou que é necessário constituir uma cultura de planejamento, otimizando as atividades para alcançar a deseja melhoria na qualidade educacional. “Esse objetivo só conseguiremos com o empenho de todos nós para a construção de ações que tenham um único foco, o avanço da educação”, declarou.

O O novo titular da Educação apresentou os cinco eixos que serão priorizados em sua gestão, explicando cada segmento. O primeiro é a Valorização dos profissionais da Educação, que visa o reconhecimento do trabalho dos educadores por meio de incentivos, como a política de reajuste salarial. O segundo ponto trata do dia a dia das escolas: a Gestão Democrática. Sobre isto Francisco das Chagas declarou: “Devemos ter em nossas escolas um controle social, que seja pautado pela transparência das atividades feitas nas instituições”.

O Respeito a Diversidade é o terceiro eixo da nova gestão, integrando as discussões em torno de questões sobre diversidades raciais, físicas, étnicas, sexuais e ideológicas objetivando a promoção da inclusão social. O penúltimo eixo toca em tema educacional muito discutido atualmente: Aprendizagem voltada para o currículo escolar. Para Chagas é necessário um amplo trabalho para adequar as técnicas de aprendizagem existentes. O quinto e último eixo é a Articulação com os sistemas municipais, estaduais e nacional de Educação. O Secretário de Educação reforçou a necessidade de firmar cooperação com instituições educacionais de todas as esferas para a promoção do diálogo.

Concluindo sua mensagem, Chagas lembrou que até junho o RN apresentará seu Plano Estadual de Educação e nele estarão as diretrizes que o Estado deve adotar, de acordo com o Plano Nacional de Educação, para a melhoria no Ensino. 

FONTE: http://www.rneducacao.com/

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Municípios estimam reajuste do piso salarial dos professores em 13%

O salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais, será de R$ 1.918,16

Os salários dos professores devem ter aumento de 13,01%, segundo estimativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) com base nos critérios que têm sido adotados pelo Ministério da Educação (MEC). Com o ajuste, o salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais, será de R$ 1.918,16.

O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008) que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Se por um lado existe a demanda de um piso cada vez maior, que garanta atratividade à carreira, por outro, há a dificuldade, principalmente dos municípios, na manutenção dos salários.

De acordo com o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, o novo piso significará, no total, um aumento de cerca de R$ 7 bilhões nos gastos dos municípios. "Ninguém é contra o piso", justifica, "mas o problema vem se acumulando, está tirando muito qualidade da educação, não tem dinheiro para reformar as escolas, dar infraestrutura", diz.

O piso salarial passou de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451; em 2013 passou para R$ 1.567; e, em 2014 foi reajustado para R$ 1.697,39. O maior reajuste foi 22,22%, em 2012.

Em publicação no próprio site, a CNM pede ao ministro da Educação, Cid Gomes, "sensibilidade para resolver o problema do reajuste do piso".

Para o diretor de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, o reajuste é necessário para que se cumpra o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê equiparar o rendimento médio dos professores aos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência do plano.

"Esse reajuste é importante para alcançar a meta do PNE. Tem que valorizar a educação e os profissionais", diz, enfatizando que muitos governadores, nas cerimônias de posse, afirmaram que o compromisso com a educação é forte.

De acordo com o MEC, o reajuste será oficialmente anunciado nesta semana.

Fonte: Agência Brasil

http://www.todospelaeducacao.org.br

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PRÊMIO CONSTRUINDO A NAÇÃO

ESCOLA AMARO CAVALCANTI  CONQUISTA PRÊMIO PELA 3ª VEZ


A Escola Estadual Amaro Cavalcanti, localizada no município de Jardim de Piranhas, foi uma das instituições premiadas, no último dia 10 de novembro, pelo VI Prêmio Construindo a Nação. A premiação é resultado de parceria entre o Instituto da Cidadania, Fiern e CNI/Sesi. A premiação é em relação ao ano de 2013 e a instituição receberá novamente o prêmio, edição 2014, no próximo dia 15, dessa vez sendo o 1º lugar.

O Prêmio Construindo a Nação tem como objetivo dar estímulo, reconhecimento e difusão às ações realizadas por escolas e seus alunos, da iniciativa privada e da rede pública, em intervenções onde os alunos são os agentes da mudança, na melhoria ou resolução de problemas nas comunidades onde se inserem essas instituições.

“Novos tempos, novas mídias – Aprendendo nas ondas da Internet” foi o tema do trabalho premiado, que ficou na terceira colocação da categoria Ensino Médio. Na ocasião da entrega dos prêmios, que aconteceu na Casa da Indústria, em Natal, o diretor da unidade de ensino, Prof. Francisco Borges de Araújo, recebeu uma placa em reconhecimento ao trabalho realizado pelo projeto. Em relação ao prêmio de 2014, a escola concorreu com o trabalho "Água, fonte de vida - use-a com sabedoria". 

NOTA DO BLOG: Isso mostra como o trabalho coletivo gera frutos. Parabéns aos professores, equipe pedagógica e alunos e direção.

FONTE: http://www.rneducacao.com/