terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SEMANA PEDAGÓGICA

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REALIZA SEMANA PEDAGÓGICA 2012

A Secretaria Municipal de Educação do município de Jardim de Piranhas, realizou hoje, dia 07 de fevereiro, a Semana Pedagógica 2012, quese estenderá até o dia 10.

Com o tema "Desafios Educacionais do século XXI",  teve sua abertura no auditório do Centro Social Padre João Maria e contou com a presença da maioria dos educadores, como também de autoridades locais.

A programação de abertura constou da execução do hino nacional brasileiro, apresentação da banda de flauta "23 de dezembro" e de uma palestra.

Os dias 8, 9 e 10 de fevereiro serão voltados para  as escolas municipais, que promoverão encontros pedagógicos para discutir atividades para o ano letivo de 2012.

Veja fotos:

Mesa composta por autoridades e representantes dos professores e diretores
Banda de flauta "23 de dezembro" e auditório lotado

A equipe organizadora da Semana Pedagógica 2012, apresentou em forma de painéis, as atividades desenvolvidas ao longo dessess 7(sete) anos de trabalho pela Secretaria Municipal de Educação.
Veja as fotos:








Mensagem da Secretaria municipal sobre o tema "Desafios educacionais do século XXI":
 

Saber aprender e ensinar no século XXI: o permanente desafio de construir a escola ética e cidadã.
Saber ensinar e aprender, no século XXI é permanente desafio à construção de um cotidiano escolar no qual seja possível fazer valer as dimensões humanas da ética e da cidadania ativa.
Na complexidade de nosso tempo, com todas as questões sociais presentes, os modelos de percepção de mundo ultrapassados que não dão mais conta de encontrar alternativas possíveis, precisam ser superados para a construção de um novo tempo em que possamos ver e viver dias melhores, propondo estratégias e ações que viabilizem a melhoria dos processos de aprender, ensinar e conviver nos espaços institucionais educativos, com reflexões sobre como tais ações e estratégias possam contribuir para que aprendizagens significativas sejam vivenciadas por todos os envolvidos na magia de educar, capacidade humana que faz com que sentidos e significados sejam despertos por um viver ético e cidadão.
No contexto em que, atualmente, vivemos, isso é um imenso ganho para quem atua com pessoas e aprendizagens, pois possibilita a construção metacognitiva e cria espaços de tempos de trabalho no qual o fazer pedagógico amplia suas possibilidades. Um dos desafios a ser enfrentado, é lidar com esta nova sociedade, cuja revolução nos meios de comunicação, mídia e tecnologia, remete nosso pensar, refletir e agir sobre o como ensinar e aprender numa sociedade aprendente. O desafio que se configura, então, é pensar que nossas escolas podem organizar ações educativas que proporcionem aprendizagens significativas e efetivas construções de conhecimentos.

No momento histórico atual, reside nos Projetos Políticos Pedagógicos a busca por coerência entre as práticas do ensinar e os paradigmas científicos que emergem mudanças, devendo estar presente nas reformulações pedagógicas.
        Na sociedade aprendente do século XXI, é a prática educativa em si que necessita ser revisada em suas abordagens didáticas, nas concepções epistemológicas e nos aspectos curriculares, pois o avanço crescente da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação exige a presença da coerência no tocante à educação.
        A construção de um cotidiano escolar requer trabalhar com as dimensões éticas necessárias à construção de uma cidadania ativa, onde a participação de todos, sem nenhuma exceção, gere uma gestão democrática que possibilite novos movimentos de conscientização.
        A proposição, que ora se configura, é a de todos aprenderem a lidar com a diversidade cultural, com a pluralidade, com a alteridade, com processos de identidade, de inclusão e de validação de cada aprendente. No exercício de uma cidadania ativa, de uma vivência ética nos espaços e tempos das instituições escolares esta proposição pode ampliar possibilidades de encontro do sujeito com si mesmo, com os outros, com o mundo e suas complexidades. E neste movimento, aprendentes e ensinantes iniciam um novo caminhar para que novos modos de ensinar e aprender criem novas relações com o processo da construção do conhecimento.
        Assim, resta desejar com todos os nossos pensamentos, emoções, sentimentos e ações que as escolas sejam como a escola sonhada por Paulo Freire e por muitos desejada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Quando os mestres são os culpados

Diretores não sabem o que fazer quando os mestres - modelos de inspiração para os alunos - comportam-se de maneira considerada inadequada nos sites de relacionamento
Desde que as redes sociais viraram febre, as Escolas precisam lidar com um problema que ultrapassa os muros dos colégios: o bullying virtual.

Agora, como se não bastassem os ataques entre colegas de turma, os diretores enfrentam outro dilema: ao mesmo tempo em que se sentem na obrigação de respeitar a liberdade de expressão dos professores, não sabem o que fazem quando os mestres — modelos de inspiração para os alunos — comportam-se de maneira considerada inadequada nos sites de relacionamento.

Um artigo publicado na edição deste mês da Principal navigator, revista da Associação dos Administradores de ensino fundamental do Estado de Ohio, afirma que professores já foram demitidos por postar imagens consideradas impróprias pelos diretores, como segurar um copo de bebida alcoólica.

Um caso recente — e mais grave — foi o da professora Jennifer O’Brien, que foi demitida e processada ao postar no seu perfil do Facebook que seus alunos do ensino infantil eram “futuros criminosos”.

A juíza Ellen Bass, do distrito de Paterson, Nova Jersey, decidiu pela demissão da professora (a Escola é pública) por considerar sua conduta “inaceitável, particularmente em uma cidade que lida diariamente com a pobreza e a violência”.

No Brasil, há dois anos, uma professora da turma de alfabetização de uma Escola de Salvador também foi demitida por, involuntariamente, cair nas redes sociais.

Ela subiu no palco onde acontecia o show e começou a dançar, de forma erótica, uma música chamada Todo enfiado. O vídeo foi parar no YouTube e acabou amplamente divulgado por usuários do Twitter, do Facebook e do Orkut. Mesmo alegando que não sabia que estava sendo filmada, a professora foi desligada das funções.

Perplexidade
A autora do texto publicado na Principal navigator, Janet Decker, pesquisadora social da Universidade de Cincinnati, alega que, com a rápida expansão das redes sociais, ninguém sabe, nem mesmo os juízes, como se portar diante desses casos.

“Parte da dificuldade é que a tecnologia avança a um ritmo mais rápido do que o precedente legal, deixando funcionários e administradores Escolares em dúvida quanto às suas responsabilidades”, escreveu. “E os tribunais também não sabem como se portar.”

Para Decker, “em geral, é importante entender que os funcionários das Escolas devem ser modelos, tanto dentro quanto fora da Escola, mesmo quando estão no Facebook”. No artigo, ela se dispõe a esclarecer mestres e docentes, com dicas de como os administradores devem se comportar diante dessa nova realidade.

“Eduque”, aconselha. “Não adianta redigir políticas internas; as Escolas também têm de oferecer Educaçãoprofissional sobre essas questões. Ao fazer isso, os funcionários ficam sabendo o que se espera deles e podem, inclusive, questionar as políticas adotadas.”

Dicas
Janet Decker, pesquisadora social da Universidade de Cincinnati, dá dicas para diretores deEscolas que não sabem como lidar com a exposição de seus professores:

» Envolva os funcionários na confecção das políticas internas. O processo vai ajudá-los a compreender e a aderir mais às regras.

» Seja claro e específico. Políticas devem ser construídas sobre suporte legal e racional. Dê exemplos.

» Verifique se as regras estão de acordo com as leis estaduais e federais.

» Inclua as consequências para a violação das políticas e implemente-as.

» Forneça um meio para que os professores possam se defender em processos legais.

» Implemente as políticas de forma efetiva e não discriminatória.

» Adapte as políticas à medida que a legislação evolui. A tecnologia está em fluxo. O que é legal hoje pode não ser amanhã.

Fonte: Principal navigator
Fonte: Correio Braziliense (DF)

Organizar o material escolar ajuda aluno a se preparar para o ano letivo, diz especialista

Outras dicas são fazer um cronograma e estabelecer horários para estudar em casa

No retorno às aulas, a organização é imprescindível, garante Luciana Fevorini, diretora educacional e pedagógica do Colégio Equipe, em São Paulo.

- É preciso preparar os cadernos de acordo com as disciplinas que serão vistas ao longo do ano. Muitos deixam para fazer isso na segunda semana de aula e perdem tempo anotando o conteúdo em folhas avulsas, que raramente serão recuperadas no momento dos estudos.

A pedagoga sugere que os estudantes também façam um cronograma e anotem os principais acontecimentos do ano, como o início das aulas, reuniões de pais e datas de provas.

- Não precisa ser em uma agenda de papel. Celulares, smartphones e tablets cumprem bem a função e são mais adequadas aos hábitos dos alunos, principalmente dos adolescentes.

Lição de casa
A educadora Maria Julia Ferreira, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, sugere que os estudantes desenvolvam o hábito dos estudos em casa desde os primeiros dias de aula.

Ela indica reservar um horário fixo e um local apropriado para fazer as lições e atividades escolares. O ideal é que o estudante faça os exercícios todos os dias e logo que o professor solicitar, pois, além de facilitar a realização, reduz a chance de esquecimento.
- Assim que terminar as tarefas diárias, ele pode consultar o horário de aulas de sua classe para o dia seguinte e já deixar o material separado. Essa é uma dica simples de planejamento antecipado.

*Com informações da assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Fonte: R7

O MOSSOROENSE(RN)

Maioria das escolas da rede estadual de ensino encerra ano letivo de 2011 dentro do cronograma previsto pela 12ª Dired

No último dia 28, a maioria das escolas da rede estadual de ensino em Mossoró concluiu o ano letivo 2011

No último dia 28, a maioria das escolas da rede estadual de ensino em Mossoró concluiu o ano letivo 2011. Entretanto, de acordo com a 12ª Diretoria Regional de Educação, Cultura e Desporto (Dired), ainda há uma unidade de ensino repondo as aulas referentes ao período da greve que os professores estaduais realizaram no ano passado.

Conforme a diretora da 12ª Dired, Magaly Delfino, das 64 instituições de ensino da rede estadual em Mossoró, apenas a Escola Estadual Luther King, localizada do bairro Alto de São Manoel, ainda não concluiu o ano letivo de 2011. "Mas a escola está finalizando o cronograma de reposição das aulas e, em breve, finalizará as atividades do ano letivo", revela Magaly Delfino.

Uma das preocupações dos especialistas é que a greve tenha resultado no aumento da evasão escolar dos alunos, que assim como o RN tem apresentado nos últimos anos crescimento no índice de estudantes que não concluem as atividades escolares.

Foi o que apontou o Censo Escolar 2010, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC). De acordo com os dados do levantamento, a Escola Estadual Jerônimo Vingt Rosado registrou a maior taxa de abandono escolar do RN, com 33,3%.

Embora a maioria das escolas da rede estadual de ensino tenha encerrado as atividades do ano letivo 2011, a diretora da 12ª Dired explica que ainda não é possível verificar os índices de evasão nas unidades educacionais.

"Ainda não temos esse levantamento, isso porque só será possível verificar esses dados quando as escolas encaminharem os índices de rendimento de 2011", esclarece Magaly Delfino.

Matrículas
A partir de hoje, 1º, a 12ª Dired inicia o cronograma de atividades que antecedem o ano letivo de 2012. Segundo o órgão, até o próximo dia 10 serão realizadas automaticamente as matrículas dos estudantes concluintes do ensino fundamental encaminhados pelas escolas da rede estadual.

Já nos dias 23 e 24 deste mês, ocorreram as matrículas dos novos estudantes nas seguintes modalidades: ensino fundamental e médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino profissional.

"Nos dias 27 e 28, iniciaremos o ano letivo de 2012 com a Semana Pedagógica. E no dia 1º de março daremos início às aulas. O calendário está pronto, e todas as escolas já receberam as orientações", reforça Magaly Delfino.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

NACIONAL

Mercadante fala em valorização da categoria durante a posse    

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, abordou a valorização do professor durante a cerimônia de transmissão de cargo, realizada na terça (24). Ele defendeu que as políticas precisam estar centradas nesse objetivo. "Não iremos a lugar nenhum sem bom professores, sem um magistério bem estruturado e motivado, desde a educação infantil até o ensino superior", disse.
O ministro anunciou que o MEC quer criar políticas de incentivo para alocar os melhores professores nas escolas com baixo desempenho nas avaliações ou ainda aquelas localizadas na periferia dos grandes centros urbanos. Um dos mecanismos para recrutar esses professores, citado por Mercadante, é a Prova Nacional de Ingresso na Carreira Docente.
O projeto, que já está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), será uma espécie de concurso nacional para professores. Os profissionais interessados participarão da prova e as redes de ensino municipais e estaduais poderão contratar esses docentes sem a necessidade de que cada uma realize seu próprio concurso. Segundo ele, a proposta será discutida com as centrais sindicais.
"Nós sempre vamos trabalhar em um regime de responsabilidade compartilhada. As adesões são sempre voluntários, mas nós temos visto que os bons programas você tem a adesão dos prefeitos e governadores. Você trabalha isso de forma suprapartidária, educação permite isso", disse.

(CNTE, com informações da Agência Brasil, 25/01/12)

A TROCA DE MINISTROS

Por: CNTE

A saída de Fernando Haddad do Ministério da Educação encerra um ciclo de avanços e controvérsias na recente política educacional brasileira. De um lado, o país progrediu na organização de seus sistemas de ensino, substituindo a política do “toma lá da cá” por mecanismos mais republicanos de repasse das verbas não compulsórias do MEC para estados e municípios. Também se aportaram mais recursos para a educação básica pública - ainda insuficientes - e aprimoraram-se o diálogo social e a cooperação institucional em torno da educação. Contudo, falta consolidar os avanços inerentes à valorização dos trabalhadores da educação, assegurar a universalização das matrículas escolares na rede pública, bem como garantir a qualidade da educação em todas as etapas e níveis (sob a perspectiva do Custo Aluno Qualidade) e vincular o Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso, às bases do desenvolvimento do país.
Embora os editoriais da mídia conservadora tentem simplificar a avaliação de Haddad aos problemas de execução no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é preciso ter claro que a transformação dessa política pública em forma de ingresso na universidade ajudou a democratizar o acesso dos jovens de baixa renda no ensino superior. Contudo, para a CNTE, o MEC deve perseguir a superação do abismo entre os níveis básico e superior. O ensino médio precisa ser dotado de padrão de qualidade nacional que contemple o desempenho e as aspirações profissionais dos estudantes, à luz da qualidade socialmente referenciada, e as universidades públicas devem ampliar o atendimento aos alunos oriundos das redes públicas escolares.
A Emenda Constitucional nº 59, promulgada na gestão do ministro Haddad, e cujos objetivos consistem em expandir a obrigatoriedade da educação pública dos 4 aos 17 anos, em fixar percentual do PIB para a educação, em interiorizar a universidade e os centros federais de educação técnica e tecnológica no país, além de pôr fim à incidência da DRU (Desvinculação de Recursos da União) no orçamento do MEC, representa uma consequência responsável à Emenda Constitucional nº 53, que, por sua vez, criou o Fundo da Educação Básica, o Piso Nacional do Magistério e ampliou o financiamento do livro-didático, do transporte e da merenda escolares, comprometendo o MEC com o financiamento e a gestão da educação básica.
No que tange à estrutura federativa educacional, os Planos de Ações Articuladas (PAR), ainda que limitados à adesão voluntária de estados e municípios e às concepções restritivas de diversos sistemas educacionais, mostraram-se mais eficientes que os antigos repasses do MEC executados sem contrapartida de políticas públicas e sob fortes suspeitas éticas. Cabe, no entanto, ao próximo ministro, aprofundar os efeitos da interpretação conferida pelo Supremo Tribunal Federal às competências concorrentes dos entes federados, em matéria educacional, a fim de institucionalizar políticas para a democratização das escolas e dos sistemas de ensino, para a profissionalização e valorização dos trabalhadores da educação e para o controle social das verbas educacionais - principalmente por meio da regulamentação do art. 23 da CF/88.
Também do ponto de vista dos desafios, o MEC precisa continuar trabalhando e auxiliando os demais entes no sentido de eliminar os gargalos históricos da educação brasileira, dentre os quais se destacam: o analfabetismo, a escassez de creches públicas, o baixo acesso dos jovens ao ensino médio, a alta distorção idade-série nos ensinos fundamental e médio (com responsabilidade no desenvolvimento dos ciclos escolares), a revisão curricular das etapas e modalidades da educação básica (sem cair nos erros do reducionismo e da padronização), a formação inicial e continuada dos trabalhadores da educação na perspectiva da valorização da carreira profissional, enfim, diversas questões que se encontram apontadas nas deliberações da 1ª Conferência Nacional de Educação e que devem compor o novo Plano Nacional de Educação, visando alcançar a qualidade socialmente referenciada da educação.
Imprescindível, no processo da qualidade social, é a implementação do Custo Aluno Qualidade e a ampliação dos parâmetros de avaliação da educação básica - hoje restritos aos testes nacionais - que não dialogam com as demandas das comunidades escolares, tampouco com o projeto de desenvolvimento nacional e de aprimoramento da democracia participativa. À escola pública devem ser dadas as condições, além da confiança, para executar seu papel sem ingerências externas pautadas na qualidade total (do individualismo, do conteudismo, do reducionismo e do eficientismo), antagônica aos aspectos humanísticos e coletivos inerentes à formação para a cidadania, o trabalho e, consequentemente, para uma sociedade harmônica.
Com o novo ministro, Aloizio Mercadante, a CNTE espera manter interlocução para poder avançar no debate sobre a valorização profissional da categoria (professores, funcionários e especialistas) e, em especial, nesse momento, sobre a implantação do piso nacional do magistério - a fim de que sejam condicionados, por exemplo, os convênios do MEC, com estados e municípios, ao cumprimento integral e imediato da Lei 11.738. Também a Mesa de Negociação, requerida na gestão Haddad para tratar das questões inerentes ao Piso e a Carreia, deve ser instalada com vistas a direcionar as políticas públicas com pessoal do nível básico às metas do Plano Nacional de Educação. Também sobre o PNE, a CNTE espera contar com apoio do ministro Mercadante para a destinação de 10% do PIB aos investimentos na educação pública, assegurando, assim, as condições de acesso, de permanência e de qualidade para todos os níveis educacionais.

26/01/2012 cnte    

POLÍTICA EDUCACIONAL

GOVERNO APROFUNDA CRISE NA EDUCAÇÃO    

A educação no governo não decolou. Além da Propaganda veiculada sobre o programa de acesso ao Ensino Técnico e Emprego- PRONATEC nada foi feito. E estamos falando apenas da propaganda, afinal trata-se de um programa do Governo Federal.
Qual o saldo da Secretaria de Educação? Na prática é zero. Nem mesmo as comissões funcionaram. Nem um direcionamento teórico metodológico foi feito aos profissionais da educação. A formação tão esperada a cada ano, mais uma vez ficou na indecisão de uma gestão que se perdeu e não se preocupou em encontrar o rumo.
Sobretudo, presumia-se uma abertura para discutir os rumos da educação do estado tendo como base a consulta aos que estão dentro da escola, vivenciando os diferentes contextos e as contradições. Mas não o Governo não soube aproveitar esse potencial. Enclausurados em seus gabinetes e sem uma inferência ao chão das escolas se cria o abismo e se monta a crise.

E, resumidamente por trás da burocracia se festeja a negação das licenças-prêmios, se retarda a publicação das aposentadorias, se deixa alunos/as terminarem o ano letivo sem professor em sala de aula. Método eficiente para fazer do novo IDEB uma vergonha anunciada.
Mais quais são os pilares que poderão dar sustentação à educação no RN? Sem dúvida um deles seria o Plano Estadual de Educação. Plano esse reivindicado há 10 anos pelo Sinte-RN. E não custa caro. É mais barato do que um segundo de propaganda oficial. E o seu custo/benefício é bem maior. A orientação de diretrizes para democratizar a gestão do sistema de ensino e das escolas. Vetor fundamental para se chegar a práticas de interação nas escolas através dos Projetos políticos pedagógicos.

São anos de luta do nosso Sindicato. Mostrando o universo crítico da educação. Desejando que o atendimento a nossa juventude não prescinda das dores do fracasso. Mas, sem a diretriz que faça produza uma política de universalização de atendimento a população, o remédio do Governo é fechar algumas salas de aula, turnos e escolas.
A falta de compromisso e respeito com a educação vive sob o disfarce do silêncio governamental. Como se esse fosse o remédio para anestesiar a revolta dos que hoje vêem negados o seu direito à educação social, emancipatória e de qualidade.
Durante este ano, mesmo com todas as barreiras erguidas pelo Governo, a direção do Sinte não perdeu uma oportunidade sequer de fazer uma abordagem à Secretaria de Educação, buscando desencadear uma discussão sobre a construção de um sistema articulado de Educação.
A primazia desse debate consiste na reorientação das redes de ensino, cooperação entre as redes. Seria um primeiro passo para um reordenamento de concepção objetivando uma política de Estado e o fim da municipalização do ensino.
O Governo não conseguiu até agora imprimir uma política de Estado para com a educação. A Secretaria de Educação não foi capaz, por exemplo, de reorientar a função social da escola, por falta de prioridade e de definição de uma política que priorizasse os interesses coletivos da população.
Analisando o contexto educacional depois dos 83 de greve, o Estado continuou negligenciando e deixando a margem do atendimento do direito à educação toda uma população que já está cansada de tropeçar na falta de apoio ao maior bem da humanidade que é o conhecimento.

Na ponta desse processo estão os Profissionais da Educação, que devem ter na carreira a essência para a profissão, com a devida atenção a formação, condições de trabalho e salários. Desastrosamente, esses direitos são invisíveis aos olhos do governo. É uma vergonha se afirmar que o Estado não cumpriu a revisão do plano de carreira do magistério e usou de todas as artimanhas para não implementar o plano de carreira dos servidores.
Como pode um profissional fazer nascer um fogo de estímulo à sua prática, se a atividade profissional é tão pouco reconhecida? Como pode se sentir um funcionário que teve cortada suas gratificações? Como pode se compreender que esse profissional encontrará o esteio necessário para prestar bons serviços?
2011 acabou, mas ficou a insatisfação dos/as alunos/as, o repúdio e a tristeza dos funcionários e a revolta dos/as professores/as. 2012 já chega exigindo mobilização e luta do Sinte-RN. Que ninguém critique as decisões que serão tomadas pela categoria neste ano que se aproxima. Temos uma defesa e luta a fazer que é a nossa prioridade: a promoção da escola pública e valorização profissional.
Autor(a): Fátima Cardoso - Pedagoga e Coord. Geral do Sinte-RN

ESTADO

Funcionários da Educação devem permanecer atentos à luta    

Os servidores do Estado estão indignados depois que o Governo arrecadou surpreendentemente em 2011 e não implantou o Plano de Carreira da categoria. O pior é que, chega janeiro e, para a maior parte desse grupo de trabalhadores, volta-se à realidade do salário mínimo. O que para a direção do Sinte representa a maior contradição de um governo que insiste em dizer que vai valorizar os seus profissionais.
Apesar das frustrações que o Estado tem causado, a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, não deixa cair o entusiasmo sobre as mudanças que deseja ver nesse cenário. “Mostramos à sociedade o crescimento econômico do Estado. Os tribunais, por sua vez, já trazem novidades com relação à LRF e afirmam que ela não serve como justificativa para impedir que o Governo cumpra os Planos de Carreira. Sendo assim, não dá para recuar agora. Precisamos unir os Sindicatos e realizar a luta em conjunto para ver de perto o resultado dessa força. É isso o que vamos fazer. Desanimar, jamais!” disse.
Sinte-RN, 30 de janeiro de 2012

JURÍDICO

Nova liminar sobre o 1/3 de hora atividade favorece trabalhadores    

Não há dúvida sobre a aplicação da lei 11.738/08, que trata do Piso Nacional e que determina que 1/3 da jornada de trabalho deve ser executada fora de sala de aula. Os resultados sobre isso já têm aparecido. Primeiro o Sindicato dos Professores de São Paulo recebeu a decisão em juízo sobre a aplicabilidade imediata desse direito pelo gestor. Agora, uma professora de Praia Grande-RJ teve liminar concedida sobre o 1/3 de hora atividade. As assessorias jurídicas do Sinte também já estão preparadas para o trabalho em caso de prefeitos ou a governadora quererem brincar com essa questão.
Sinte-RN, 30 de janeiro de 2012
 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Jardim de Piranhas de luto

Morre ex-prefeito José Henrique de Araújo
 
Morreu nesta terça (24), por volta das 00h30min, uma das últimas reservas morais da política potiguar: o ex-prefeito de Jardim de Piranhas José Henrique de Araújo, de 86 anos.
Ele se recuperava de um AVCH desde o dia 19 de outubro/2011, mas teve seu quadro de saúde agravado, em decorrência de uma pneumonia. Zé Henrique se encontrava internado na UTI do Hospital Antônio Prudente, em Natal.

Biografia:
José Henrique de Araújo, homem sério, de mãos limpas, que nunca deixou uma palavra cair no chão...
Atividade na agricultura, nos anos – 1935 a 1945. Estudante em Escolas Particulares – 1935/1940. Em 1941, Escola Pública Presidente Vargas, conclusão de Curso, incluindo matérias do Ginasial.
Curso por Correspondência no Instituto Universal Brasileiro – Português, Correspondência Comercial, Datilografia, Lições de Psicologia, em São Paulo, na década de 40.
Estudante, outros Cursos, sem Mestre.
Em Jardim do Piranhas, exerceu importantes cargos públicos no Município e no Estado.
Educação: Professor aos 17, 1942/1948, na zona rural. Na cidade, 1949/1965. Ao Programa de Ensino, incluía aulas de Educação Moral e Cívica. A nobre missão de Educador foi distinção na zona rural e na cidade.
Na cidade, exerceu a Função de Professor na Escola Estadual Padre João Maria, em 1955 e 1956.
Escola no Salão Amaro Cavalcanti, do Edifício do Município. Com sucesso, ministrava aulas de matérias para Exame de Admissão. Ao Programa de Ensino, incluía com êxito, Ensino de Instrução Moral e Cívica.
Escola em sala da residência, na cidade. Aulas de Gramática, Aritmética, Geografia, História, Ciências, Educação Moral e Cívica, incluindo matérias do Curso Ginasial.
José Henrique, Educador do Século XX, Professor de Educação Moral, Líder em Educação.
Município 1949 a 1982
Cargos e Funções – Secretário Municipal de Administração, Secretário da Junta do Serviço Militar, Juiz de Paz, Supervisor do Ensino Municipal, Secretário da Comissão Municipal da LBA, Oficial Administrativo, Assessor Administrativo.
Estado 88/90, 94/96 Cargos Públicos – Assistente Político, Técnico de Processamento de Dados.
Poder Legislativo Vereador – 57/60 – PSD, o mais votado do Partido; 61/64 – PTB, o mais votado do Município; 73/76 – Arena, com maior sucesso, a votação de 44,66% dos votos apurados em sua Legenda.
Líder Político Poder Executivo Prefeito – 77/82, pela Arena; 97/2000 – PSDB, com expressivas maiorias. Realizou Administração – Investimento de Governo, comprovado em Relatórios, a Construção e Reforma de prédios públicos na cidade e na zona rural. A aquisição de valiosos equipamentos, móveis e utensílios, inclusive novos veículos para a Saúde, Educação, Administração e Serviços Urbanos. Reforma Geral da Prefeitura Municipal, no Ano do Cinqüentenário do Município.
Saúde, Educação, Ação Social 
Nos Governos 77/82 e 97/2000, de Jardim do Piranhas. O Serviço de Assistência Social, cumprindo Programa de Governo, funcionou com eficiência, atendendo aos mais necessitados – ao chefe de família, à dona de casa, à mãe pobre e a criança, ao estudante, aos funcionários, ao trabalhador, a todos, com boa vontade.
Governar com Êxito:
“usar o poder exclusivamente para o bem dos seus governados”.
Governo 
Cumprindo as Leis de Deus.
Junho/2004 - O Ex-Prefeito Jardinense, Professor José Henrique, mediante aplausos pelo Trabalho de sua Administração – Tempo de Paz – Mais Esperança, disse: A Honestidade é a bandeira do homem de bem, que deve ser hasteada nos Palácios de Governo.
José Henrique de Araújo, uma das últimas reservas morais da política do Estado do Rio Grande do Norte, do Seridó e de Jardim de Piranhas, José Henrique você continuará sendo um Líder em Educação – esta é a Distinção do Professor, pelo Saber e pelas suas Virtudes.
 
 
NOTA DO BLOG:
Tive a oportinudade de conhecer o administrador José Henrique - quando aqui cheguei em 2000 para assumir meu cargo de professor, o mesmo era o prefeito na época e lembro-me da brincadeira e de suas palavras carinhosas que o mesmo fazia ao me ver passar em sua casa em frente a prefeitura: "Foi o menor professor que nomeie em minha administração".
Minhas condolencias a todos os filhos e familiares do grande professor José Henrique.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Opinião: Educação, Bolsa Família e desigualdade

''Dados mostram que a Educação foi responsável por 38% do crescimento da renda do trabalho entre os 20% mais pobres'', aponta Naercio Menezes Filho


Fonte: Valor Econômico (SP)

Duas grandes mudanças aconteceram. Nos anos 60 não havia programas de transferência de renda e, naquela época, os avanços educacionais aconteciam primordialmente entre os mais ricos. Entre 1961 e 1970 a taxa de crescimento média do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (em termos reais) foi de 3,2%. Porém, o índice de Gini (indicador mais tradicional de desigualdade) aumentou de 0,49 para 0,57.

Entre 2001 e 2010, o PIB per capita aumentou 2,4%, mas o Gini declinou de 0,58 para 0,53. Vale notar que o índice de 0,53 ainda nos deixa muito distante dos países civilizados. França, Holanda, Finlândia, Suécia e Dinamarca têm índices em torno de 0,32.

Entre 1960 e 1970, a renda dos 10% mais ricos no Brasil cresceu 66% e a renda dos 10% mais pobres apenas 28%. Entre 2001 e 2009, o processo inverte-se. A renda dos mais pobres cresceu 100%, enquanto a dos mais ricos, apenas 18%. Milagre?

A primeira explicação é que nos anos 60 a demanda por Educação crescia a um ritmo superior à oferta, pois o aprofundamento da industrialização requeria trabalhadores qualificados que não existiam na época. Em 1970, 84% da população tinha no máximo o nível primário. Apenas 50 mil pessoas concluíram o ensino superior naquele ano, num país com 92 milhões de habitantes.

Isso fez com que os salários da pequena parcela da população que tinha ensino médio ou superior aumentassem muito, o que provocou o aumento da desigualdade. Com as décadas perdidas de 80 e 90 veio o desemprego e a informalidade, e a desigualdade de renda gerou criminalidade.

Durante os anos 70, o PIB per capita cresceu em média 6%, aumentando o pique da década anterior, mas a desigualdade não se alterou muito. A década de 80 foi perdida em termos de PIB (crescimento médio de 0,85%) e de Educação, enquanto a escalada inflacionária aumentava a desigualdade.

Em termos educacionais, o número de concluintes no ensino superior estacionou em 220 mil pessoas durante toda a década. As matrículas no ensino médio (antigo segundo grau) aumentaram somente 25% em uma década. Período de trevas.

Mas, a partir de meados da década de 90, as coisas começaram a melhorar. Entre 1995 (com a estabilidade econômica) e 2009 a Escolaridade média dos 20% mais pobres dobrou, passando de dois para quatro anos de estudo. Interessante notar que entre os 20% mais ricos, a Escolaridade também aumentou dois anos em média (de oito para dez).

Mas, a razão entre a Escolaridade média dos dois grupos caiu de 4 para 2,5. A situação dos pobres era tão ruim, que mesmo um aumento que os levou para ensino primário completo em pleno século XXI pode ser considerado um grande progresso.

Quanto essa evolução educacional explica da queda da desigualdade? Os dados mostram que a Educação foi responsável por 38% do crescimento da renda do trabalho entre os 20% mais pobres. O restante decorreu de aumentos do salário mínimo e geração de empregos formais. Além disso, a Educação explica 42% da queda da desigualdade em termos de renda do trabalho e 26% em termos de renda familiar (incluindo as rendas de outras fontes) entre 2001 e 2009.

Com relação ao programa Bolsa Família, a história é parecida. Como os mais pobres tinham uma renda familiar per capita muito reduzida no início da década de 90 e não recebiam nenhuma transferência do governo, qualquer valor recebido teria um impacto muito grande sobre sua renda.

Assim, a renda familiar per capita média dos 20% mais pobres era de apenas R$ 35 em 1992, passou para R$ 50 em 2001 e R$ 85 em 2009. A renda per capita não oriunda do trabalho (transferências governamentais) passou de apenas R$ 4 em 1992 para R$ 10 em 2001 e R$ 24 em 2009, ou seja, aumentou 500%!

Em suma, o avanço social registrado nos últimos anos ocorreu basicamente porque as pessoas das classes mais baixas eram totalmente desassistidas pelo Estado, tanto em termos educacionais como em termos de transferências de renda até o início dos anos 90.

Assim, os avanços mínimos ocorridos nessas áreas tiveram impacto substancial na desigualdade. Porém, ainda teremos que percorrer um longo caminho para atingirmos um padrão em que as oportunidades sejam iguais para todos e independentes do berço.

Restam duas perguntas. Como a sociedade brasileira permitiu que 20% da sua população sobrevivesse com uma renda per capita média de apenas R$ 35 por mês até o início da década de 90? Por que nossa presidente parece obcecada com uma taxa de crescimento do PIB de 4%, quando, na verdade, a renda dos mais pobres, que elegem os políticos, está crescendo muito mais do que isso? Alguém arrisca uma resposta?

* Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, é professor associado da FEA-USP e escreve mensalmente às sextas-feiras naercioamf@insper.edu.br

Para especialista, ritmo de ampliação dos investimentos em Educação diminuiu

''Os dados mostram que acendeu uma luz amarela'', afirma o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara

Brasília – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou hoje (19) os dados sobre o investimento público direto em educação em 2010.

O levantamento mostra um pequeno crescimento em relação a 2009 – eles passaram de 5% para 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, para o sociólogo e coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, os números indicam uma diminuição no ritmo do aumento dos recursos para o setor.
“O esperado era 0,2%, essa era a média dos últimos cinco anos. Isso significa que o ritmo dos investimentos diminuiu o que é preocupante. Os dados mostram que acendeu uma luz amarela”, disse. O número divulgado hoje pelo Inep significa que somando todos os recursos gastos por municípios, estados e a União, em educação, o total investido é equivalente a 5,1% do PIB brasileiro.
Desde o início da série histórica produzida pelo instituto, o patamar do investimento público em relação ao PIB passou de 3,9%, em 2000, para 5,1%, em 2010. Isso representa que, em uma década, o Brasil ampliou em 1,2 ponto percentual do PIB os recursos aplicados em educação.

De 2002 a 2005, observou-se um período de queda e, em seguida, de estagnação dos investimentos em comparação ao PIB. A partir de 2005, começa uma tendência de aumento dos gastos com educação. Entre 2005 e 2006 o crescimento foi 0,4 ponto percentual – o melhor da série histórica.
Entre todas as etapas da educação básica, a única que registrou aumento dos investimentos foi o ensino médio. A educação infantil, que compreende a creche e a pré-escola, permaneceu com o mesmo patamar de investimento de 2009: 0,4% do PIB.

Para Daniel Cara, essa estagnação é preocupante, já que ainda existe uma grande demanda não atendida por vagas em creche, além da previsão em lei para que as matrículas da pré-escola sejam universalizadas até 2016. O que pode significar que a partir de 2017 as redes de ensino deverão receber todas as crianças a partir dos 4 anos de idade – hoje a obrigatoriedade é a partir dos 6 anos.
“A educação é uma política pública extremamente promissora para oferecer condição e qualidade de vida futura para as populações mais pobres. A estagnação do crescimento demonstra que, de certa maneira, a riqueza do país não está sendo dividida da forma mais equitativa”, declarou.
Os dados divulgados pelo Inep deverão subsidiar as discussões sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), que está em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto prevê o aumento dos gastos em educação até que se atinja 7% do PIB no prazo de dez anos – um incremento de 1,9 ponto percentual em relação ao patamar atual. Se o ritmo verificado entre 2009 e 2010 vier a ocorrer nos próximos anos, a meta não será atingida.
Este é o ponto mais polêmico do projeto que deveria ter sido aprovado no fim do ano passado, mas teve a votação adiada porque não houve consenso sobre a meta de investimento. Entidades da área de educação e movimentos sociais pressionam para que a meta seja ampliada para 10% do PIB. Os trabalhos da comissão especial que analisa o PNE serão retomados logo após o fim do recesso parlamentar.

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil


Investimento público em Educação chega a 5,1% do PIB em 2010

O patamar ficou praticamente estável já que, em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 0,1 ponto percentual

Brasília – O investimento público direto em educação chegou a 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O patamar ficou praticamente estável já que, em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 0,1 ponto percentual. Os dados foram divulgados hoje (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

A maior parte dos recursos – 4,3% do PIB – foi aplicada na educação básica, etapa que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o médio. O investimento no ensino superior correspondeu a 0,8% do PIB.
Apesar de o maior montante dos recursos estar concentrado na etapa básica, o estudante do ensino superior é o que recebe o maior investimento proporcionalmente.

Enquanto os governos municipais, estaduais e a União gastaram R$ 3.580 por aluno da educação básica, no ensino superior, o valor investido por matrícula foi cinco vezes maior: R$ 17.972. Todos os dados se referem a 2010. Apesar da diferença, houve redução das disparidades já que em 2009 a razão era 5,2 vezes maior.
Desde o início da série histórica produzida pelo Inep, o patamar do investimento público em educação em relação ao PIB cresceu de 3,9% em 2000 para 5,1% em 2010. Isso significa que, em uma década, o Brasil ampliou em 1,2 ponto percentual do PIB os recursos aplicados em educação.
Os dados divulgados pelo instituto deverão subsidiar as discussões sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), que está em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto prevê o aumento dos gastos em educação até que se atinja 7% do PIB no prazo de dez anos – um incremento de 1,9 ponto percentual em relação ao patamar atual.

Essa meta foi definida pelo governo, mas entidades da área e movimentos sociais pressionam para que ela seja ampliada para 10% do PIB. Esse é o ponto mais polêmico do projeto que deveria ter sido aprovado no fim do ano passado, mas teve sua votação adiada justamente porque não havia consenso sobre a meta de investimento. Os trabalhos da comissão especial que analisa o PNE serão retomados logo após o fim do recesso parlamentar.
Veja qual foi o valor investido, por aluno, em cada etapa de ensino ao longo de 2010:
Educação infantil: R$ 3.580
Ensino fundamental – séries iniciais: R$ 3.859
Ensino fundamental – séries finais: R$ 3.905
Ensino médio: R$ 2.960
Ensino superior: R$ 17.972

Edição: Lílian Beraldo
Fonte: Agência Brasil
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO

A Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição 94/11, do deputado Wilson Filho (PMDB-PB), que obriga a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios a aplicar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em ações de manutenção e ao desenvolvimento do ensino, de forma colaborativa.
Segundo a PEC, as responsabilidades financeiras de cada esfera federativa serão definidas nos termos do Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com o percentual da arrecadação líquida de tributos.
Wilson Filho lembra que o Congresso havia aprovado no PNE 2001-2010 a destinação de, pelo menos, 7% do PIB para a educação - o que foi vetado na sanção da lei. O projeto do novo PNE (PL 8035/10, de autoria do Poder Executivo), inicialmente previa como meta a mesma aplicação mínima, de 7%. Mas o relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), já propôs em seu relatório um valor intermediário de 8% do PIB.
A PEC terá a admissibilidade analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos. (Agência Câmara).

LEI DO PISO

REGIÃO NORDESTE

Menos de 50% dos professores do Nordeste têm curso superior, diz Ipea PDF Imprimir E-mail
Menos de 50% dos professores do Nordeste têm curso superior, diz Ipea
Do total de professores dos ensinos fundamental e médio que atuam na rede pública da Região Nordeste, apenas 46% - o equivalente a 292.910 profissionais - têm formação superior. Na Região Norte, o índice sobe para 51%. No restante do país o porcentual de professores com formação superior é maior: Sul (72%), Sudeste (73%) e Centro-Oeste (74%).
Os números fazem parte da pesquisa "Presença do Estado no Brasil", realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgada na terça-feira (10). Além de educação, o estudo analisou a situação do Estado em diversas áreas, como saúde, assistência social, previdência social e trabalho.
De acordo com o levantamento, os baixos salários pagos em média aos docentes da educação pública têm dificultado a manutenção dos melhores profissionais nos quadros do magistério. Ainda segundo o estudo, isso se reflete na proporção de docentes do ensino superior com formação superior, que em estados como Roraima, Maranhão e Bahia não atinge 40%. Apenas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal a proporção ultrapassa os 80%. (G1).

Piso seguirá Lei Federal

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ao presidente da CNTE, em audiência na manhã do dia 12, que a correção do valor do piso salarial profissional nacional do magistério seguirá a lógica da Lei 11.738. Porém, por decisão de Governo, o reajuste só será anunciado em meados de fevereiro, a exemplo do que ocorreu em 2011.
A CNTE tem pressionado o MEC a fazer o anúncio do reajuste do PSPN, uma vez que a Lei do Piso define o mês de janeiro como base para incidência do novo valor. Desde 2010, o Ministério da Educação assumiu o compromisso de anunciar valores a serem seguidos pelos entes federados, como forma de unificar o percentual e o valor de referência nacional, não obstante o critério de reajuste da Lei ser autoaplicável.
Vale lembrar, sobre a questão do valor do PSPN, que a CNTE não concorda com a fórmula de reajuste empregada pelo MEC, pois a mesma atrasa em um ano a atualização real do Piso. Contudo, a sistemática mantém relação com o custo aluno do Fundeb, conforme determina a Lei 11.738, devendo ser assegurado para o ano de 2012 um percentual de 22,22%. Outra questão que diferencia os valores defendidos pela CNTE dos anunciados pelo MEC, diz respeito à primeira incidência do reajuste, que para os trabalhadores refere-se ao ano de 2009, e para o MEC o de 2010.
Diante das controversas sobre o valor do Piso, em 2012, o valor defendido pela CNTE é de R$ 1.937,26 contra R$ 1.450,75 que o MEC deverá anunciar em fevereiro próximo.
Conforme temos acompanhado na mídia, a pressão de governadores e prefeitos contra o percentual de reajuste de 22,22% é grande, razão pela qual a categoria deve manter-se mobilizada para fazer valer esse direito retroativo ao mês de janeiro. A CNTE também acompanhará com atenção os trabalhos no Congresso Nacional, a fim de evitar qualquer outra manobra que atente contra a fórmula de reajuste definida na Lei 11.738.
A luta pela plena e efetiva implantação do Piso é a pauta principal da Greve Nacional da Educação, que ocorrerá de 14 a 16 de março. Os sindicatos filiados também devem aprofundar as estratégias para pressionar os gestores a cumprirem a Lei, ainda que por vias judiciais, em toda sua dimensão. Recentemente, a Apeoesp/SP garantiu, em decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, o cumprimento integral da jornada com no mínimo 1/3 de hora-atividade para todos os integrantes do magistério público estadual. A decisão é uma importante jurisprudência para outras ações em níveis estadual e municipal. (CNTE).
http://www.cnte.org.br(19/ de janeiro de 2012)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Educação: MP espera continuidade de projetos

Promotora Carla Amico vê mudança de perfil na administração estadual e maior abertura dos gestores com MP

Com a experiência de cinco anos à frente da 78ª Promotoria de Justiça de Natal, responsável pela defesa dos direitos à Educação na rede estadual, Carla Campos Amico destaca que o papel do Ministério Público junto à Secretaria Estadual de Educação(Seec) tem melhorado no último ano, com uma maior abertura dos gestores da pasta.

Segundo ela, as conversas com a atual administração potiguar tem sido benéficas para aEducação do RN e podem promover avanço, caso os projetos discutidos sejam executados, como os que estão previstos para acontecer na área do Ensino Médio profissionalizante, e que o atual trabalho seja continuado, diferentemente do que foi feito nas administrações passadas.

O contínuo acompanhamento do MP, por meio da promotoria de Educação, vem trazendo inúmeras melhorias no ensino potiguar, como diz a promotora. "Temos seguido, com todos os nossos servidores, praticamente tudo que é ligado à Educação, com uma atenção especial para a questão da gestão administrativa das escolas", destacou Carla Amico.

Para ela, a avaliação da secretária Betânia Ramalho é positiva e vem trazendo avanços significativos no planejamento e na formatação de projetos. "A relação entre a promotoria e a secretaria está bem melhor. A secretária trouxe uma nova roupagem, por isso estamos avançando juntos na questão da administração escolar", comentou a promotora.

A mudança que trouxe o diferencial para as conversas entre Seec e MP, de acordo com o desejo da promotora, devem perdurar. "O momento é diferente do que na última gestão e a perspectiva também. O problema antes não era o acesso ou o contato, que tínhamos rotineiramente quando resolvíamos questões pendentes, mas sim a falta de continuidade no trabalho da secretaria.

Nos oito anos passados, tivemos 10 secretários de Educação, então como seria possível fazer um trabalho contínuo? Então, espero que o governo continue com este ideal, apresentando projetos e ideias que realmente façam a Educação mudar", diz Carla.

Destacado por Betânia na entrevista publicada neste domingo em O Poti/Diário de Natal como um dos grandes projetos na área de Educação no RN, o ensino médio profissionalizante patrocinado pelo Estado foi destacado como uma boa ideia pela promotora de Educação, mas com ressalvas.

"No papel todo o projeto é muito bonito, mas a execução é que importa. Assim, já estamos fiscalizando e acompanhando todos estes projetos do governo de implantar um novo tipo de Educação no ensino médio no RN. Como também iremos cobrar para que funcione e, antes, seja implantado como deve", destacou a promotora.

Sobre a greve de 80 dias realizada pelos professores da rede pública estadual no começo do ano passado e uma possível paralisação que possa acontecer ainda dentro dos próximos 45 dias como sinalizou em entrevista publicada ontem no Diário de Natal a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) Fátima Cardoso, a promotora Carla Amico limitou-se a pontuar as ações do MP nas últimas greves.

"Não cabe a nós julgar se a greve foi ou não correta, quem fez isso foi o Tribunal de Justiça. O que fizemos foi a nossa parte, que foi emitir uma recomendação de reposição das aulas", limitou-se a declarar a promotora. Na época, a justiça potiguar, através do Pleno de Desembargadores, decidiu por unanimidade a ilegalidade da greve, o que fez os professores retornarem ao trabalho.


Paulo Nascimento // paulonascimento.rn@dabr.com.br
Fonte: Diário de Natal (RN)