quarta-feira, 15 de maio de 2013

CURSOS ATUALIZAM PROFESSORES PARA O USO DE NOVAS TECNOLOGIAS

Programa do MEC disponibiliza conteúdos e recursos multimídia

Há 17 anos no magistério, Maria Célia Martins Fernandes participa com frequência de cursos para aperfeiçoar os conhecimentos e tornar as aulas mais dinâmicas. Formada em Letras, com experiência no Ensino de língua portuguesa no Ensino médio, a Professora de Rosário Oeste, no centro- sul de Mato Grosso, exerce desde 2011 a função de coordenadora pedagógica na Escola Estadual Professora Elizabet Evangelista Pereira.

Maria Célia tem participado de cursos promovidos pelo Centro de Formação dos Profissionais da Educação básica (Cefapro) de Diamantino (MT), principalmente aqueles relacionados ao uso de novas tecnologias. “Os avanços tecnológicos são muitos, e nós, Professores, precisamos estar atualizados”, diz a Professora, que já concluiu, entre outros, os cursos de tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as tecnologias da informação e comunicação (Tics) e de elaboração de projetos (Pitec) do Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado) do Ministério da Educação. “Como estou na coordenação pedagógica, tenho usado esses conhecimentos também para a formação dos profissionais da minha Escola” diz Maria Célia.

Segundo ela, vários recursos estavam disponíveis, mas eram pouco aproveitados. A partir das aulas sobre o uso das tecnologias e do incentivo para que fossem adotadas por todos, o agendamento tornou-se uma necessidade. De acordo com Maria Célia, que tem pós-graduação em mídias na Educação e em Ensino de língua portuguesa e literatura, os cursos ajudam os Professores a desenvolver metodologias inovadoras e até a dar suporte aos Alunos que dele necessitem na preparação de trabalhos. “Esses conhecimentos servem para melhorar a qualidade das aulas e também o aprendizado dos Alunos”, destaca a Professora, que cursa especialização em coordenação pedagógica.

Ela diz que as aulas ficaram mais atrativas e houve melhora na aprendizagem. “Aqueles Alunos que não demonstravam interesse passaram a trabalhar mais em grupo, a pesquisar e a ter mais participação nas aulas”, diz. “Faltava, na realidade, a capacitação dos Professores, e isso foi suprido com os cursos oferecidos.”

Demanda - Responsável pelos cursos do ProInfo Integrado no Cefapro de Diamantino, o Professor Osvaldo Rodrigues de Sousa adianta que a procura pelas aulas, ministradas a distância, é grande. Elas são oferecidas a todos os profissionais envolvidos com a construção do conhecimento e não apenas aos Professores. “Em razão disso, temos um planejamento anual de formação, pois não conseguimos atender toda a demanda”, revela. Há 23 anos no magistério, Osvaldo tem licenciatura em Letras e pós-graduação em Informática na Educação. Além de Diamantino, outros 11 municípios de Mato Grosso têm unidades do Cefapro, o que facilita a formação descentralizada, mais próxima do local de trabalho do Professor. Criados pela secretaria estadual de Educação, em 1997, os Cefapros contam com salas de aulas, biblioteca, midiateca, acervo de fitas gravadas da TV Escola, microcomputadores, equipamentos audiovisuais e Professores especialistas. “Nesses centros trabalham Professores formadores de cada área do conhecimento bem como de áreas específicas, como Educação indígena, Educação do campo e Educação especial”, explica Josimar Miranda Ferreira, coordenadora de formação e avaliação dos Cefapros.

Esses Professores desenvolvem diversas ações de formação continuada, sejam específicas da política estadual, como o projeto Sala de Educador, executado pelas Escolas da rede estadual de Ensino sob acompanhamento e orientação dos Cefapros, sejam propostas pelo governo federal, como os programas Proinfo Integrado e Proinfantil e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O conteúdo dos cursos de formação é definido com as Escolas, de modo a atender as particularidades de cada uma.

Fonte: Em Questão (DF)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ESCOLA RECEBE ESTAGIÁRIAS

USO DAS TECNOLOGIAS
A Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel – Ensino Fundamental e Eja está recebendo a partir deste 2° bimestre duas alunas estagiárias do curso de Geografia da Universidade Federal do Rio grande do Norte – UFRN, Campus Ceres/Caicó, as alunas Luzia da Conceição e Ana Paula. Em fase de realização do estágio, a escola foi escolhida por essas alunas estagiárias uma vez que as mesmas residem na cidade. 

Uma das estagiárias é ex-aluna da escola e falou do orgulho de está retornando a escola agora como aluna estagiária. Falou também do aprendizado que adquiriu na escola e da importância do mesmo para sua carreira profissional. Enfatizou a receptividade que teve por parte da direção, da equipe pedagógica, dos professores e principalmente da turma onde irá realizar o estágio. Deram enfase ainda a estrutura física e didático pedagógica da escola. 

O estagio está sendo realizado com a turma do 8° ano “C” do turno vespertino, cujo professor titular é Hugo Martins que fará a supervisão dessas aulas. 

Com relação aos recursos multimídia que a escola disponibiliza, as estagiárias neste momento inicial já trouxeram à sala de informática sua turma para a apresentação de uma aula sobre “A Regionalização do espaço Geográfico Mundial”, onde fizeram uso dos recursos tecnológicos oferecidos neste ambiente de aprendizagem, no caso, o data show. A aula foi apresentada através de slides. 

Veja as fotos: 


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Edição: Professor João Filho (resp. Lab. Inf. Tarde)

LABORATÓRIO DE INFOMÁTICA

PROFESSORES COMEÇAM A FAZER USO DE TECNOLOGIAS 


As aulas na Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel – Ensino Fundamental e Eja do turno vespertino começam a ser direcionadas para o uso das novas tecnologias. Dispondo de uma Laboratório de Informática, o aluno da escola já começa a perceber como as tecnologias podem ajudá-los no seu processo de ensino e aprendizagem. 
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Alguns professores desse turno já começaram a familiarizar seus alunos no uso e manuseio dessas novas tecnologias e suas ferramentas. O uso do Laboratório para pesquisa na Internet tem sido constante. Alguns aplicativos já começam a serem conhecidos pelos alunos e utilizados pelos professores. Um deles é “Google Tradutor”, uma ferramenta para a tradução de texto que tem sido muito utilizado nas aulas de Inglês pelos professores Fernando Guedes, Graça Jales, Tâmara Magna e Conceição Souza onde seus alunos tem tido a oportunidade de fazer uso desse aplicativo nas atividades de leitura e tradução de textos. 

As professoras de Artes e Cultura, Alice e Tâmara Magna, também tem feito uso da Internet para fins de pesquisa de assuntos relacionados aos conteúdos ministrados em sala de aula. 

Outra ferramenta bastante utilizada no Laboratório é o Data Show. Utilizado para a apresentação de aula através de vídeos e filmes(em dvd ou canal You Tube) cujo principal objetivo é a contextualização dos conteúdos ora ministrados em sala de aula passa a ser parte dessa nova realidade assumida pelos professores de algumas disciplinas. A exemplo, citamos os professores Erivaldo Alves(Xuxu), Neily Lopes, Ana Santana, Hugo Martins, Daliane Lucena, Graça Jales e Ana Santana Gomes, esta última, professora de Ciências vem intercalando seus conteúdos a três momentos: sala de aula, pesquisa via Internet e aula video com uso do Data Show. Segundo a professora Ana Santana depois de está utilizando estes três recursos, tem percebido um melhor rendimento de aprendizagem em suas turmas. 

Veja o registro do uso do Data Show numa dessas aulas:








Profª Ana Santana Gomes - Ciências


Profª Neily Lopes - História





Prof. Fernando Guedes - Inglês

Edição: Professor João Filho(resp. lab. inf. tarde)

ESCOLA MARIA DE NAZARETH


INCENTIVO A LEITURA

“Não é a leitura que conduz o indivíduo a novas formas de inserção social. É, ao contrário, o tipo de vínculo que ele estabelece que pode conduzi-lo eventualmente a ler certas coisas de certo jeito. A leitura, mesmo feita em recolhimento, não é um comportamento subjetivo, uma questão de hábito ou de postura, é uma prática inscrita nas relações histórico-sociais.” (Britto, 2003)






ESCOLA MARIA DE NAZARETH

PROFESSORES COMEMORAM PÁSCOA COM OS ALUNOS

As professoras Jocimara, Danielly e Silmere comemoraram com seus alunos a Páscoa.









ESCOLA MARIA DE NAZARETH

ALUNOS FAZEM HOMENAGEM AO DIA DO LIVRO INFANTIL

Os alunos do Nível V, turno vespertino fizeram uma homenagem ao dia do livro infantil, enfocando os personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo do escritor: Monteiro Lobato. As professoras Regina, Lurdes e principalmente as crianças do nível V estão de parabéns, a escola toda vive com intensidade o dia 18 de abril, com o sabor, a imaginação, a alegria de uma boa leitura.





ECOLA MARIA DE NAZARETH

Nova gestão na escola Municipal Maria de Nazareth

A Escola Municipal Maria de Nazareth informa a toda sociedade jardinense que se encontra com sua nova Gestão; tendo como Diretor, o senhor Jalby Faule Cavalcante de Araújo, auxiliando-o nesta direção a senhora vice-diretora Sainora Vale Soares, na função de Supervisionar, estão incumbidas as senhoras Jussara Azevedo e Janúsia Cavalcante. A arte de educar é oferecer oportunidade para o Ser desenvolver sua subjetividade dentro do coletivo. Assim, toda a equipe desta escola tem a honra de firmar perante toda a comunidade de Jardim de Piranhas, que não medirá esforços para a construção do Sujeito. Não medirá limites em deixar toda cidade a par do que está acontecendo e virá acontecer na referida Escola. Trabalharemos afinco no acompanhamento do alunato para que só assim tenhamos um bom rendimento escolar, para que desta forma possamos dar mais um passo na construção do saber numa realidade que não cansa de lutar para fortalecer a exigência de sermos mais qualificados para o Mercado de trabalho.

A arte de educar não se restringe somente às salas de aula, o ser humano inicia o seu processo de educar-se a partir do momento que nasce, quero dizer que boa parte do processo educacional encontra-se no seio familiar. Então, os pais têm grande participação neste processo de educar, sendo assim, daremos grande importância a esta interação família e escola. 






OPINIÃO: BRASIL MATA SEUS MATEMÁTICOS

"O Brasil, hoje, perde muito quando a escola não tem a competência de compreender e acolher formas próprias de fazer e pensar a matemática", afirma Cristiano Alberto Muniz

Cada criança que nasce é um ser matemático: se, quando cresce, ela não sabe ou não gosta de matemática, é porque falhamos em nossa missão educativa. Essa é uma paráfrase da grande Educadora matemática francesa Stella Baruk, que sustenta nossa postura epistemológica e metodológica diante do fenômeno da aprendizagem matemática. O panorama da não aprendizagem matemática e da aversão ao conhecimento matemático que hoje domina as Escolas e as famílias, constituindo uma representação social complexa e triste sobre a aprendizagem matemática, opõe-se à visão epistemológica de que todas as crianças sob nossa responsabilidade educativa têm enorme potencial para aprender e produzir matemática.Nossas pesquisas demonstram que crianças tidas com dificuldades na aprendizagem matemática revelam-se produtoras de procedimentos matemáticos, de alta complexidade, de valor matemático e cognitivo. Muitas de nossas crianças consideradas fracassadas no aprender e produzir matemática na Escola são os sujeitos mais capazes de desenvolver procedimentos inusitados, criativos e com capacidade crítica não presente nos demais que assimilam mecanicamente o saber transmitido pelos Professores e livros didáticos.

Constata-se o quanto as formas próprias de fazer e aprender matemática de muitas das nossas crianças são ignoradas, negadas e rejeitadas pelos Professores, numa Escola em que prevalece a ideia de que a matemática se pauta pela assimilação mecânica e reprodutivista de fórmulas acabadas. Aprender matemática, nessa perspectiva, requer que os Alunos estejam prontos para a assimilação pura e sem reflexão dos conteúdos. Assim, não há espaço para a criança estimulada para a reflexão crítica e criativa fazer matemática na Escola, que se constitui, dessa forma, espaço social de reprodução de conhecimentos, desprovidos de significações históricas, políticas e culturais.

Pesquisas no contexto da Educação matemática, com base nas contribuições da neurociência, psicologia cognitiva e antropologia histórica, vêm revelar que as crianças lançadas na vala da incapacidade de aprender matemática, cavada pela Escola, são os seres matemáticos com maior capacidade de produção crítica e criativa. Com eles, temos a oportunidade de aprender novas formas de pensar e produzir matemática, com a revelação de procedimentos lógicos muitas vezes ausentes dos livros.

O Brasil, hoje, perde muito, seja na dimensão do desenvolvimento humano, seja na do cultural-científico-tecnológico, quando a Escola não tem a competência de compreender e acolher formas próprias de fazer e pensar a matemática, ainda mais quando tratamos com crianças que convivem num mundo complexo, mergulhado em novas tecnologias, que favorecem a construção de pensamentos dinâmicos, elásticos e complexos que são, naturalmente, transferidos para o contexto do aprender matemática dentro da Escola.

Em 6 de maio, quando comemoramos o Dia da Matemática, devemos buscar fomentar discussão mais ampla e profunda dos significados do fazer e aprender matemática dentro e fora das Escolas. Devemos nos questionar o quanto nossos Professores estão aptos a serem efetivos mediadores do desenvolvimento de nossas crianças. É necessário garantir mais investimentos do Estado, para capacitar profissionais da Educação na identificação dos processos inusitados dessas crianças.

Ao negarmos compreender e valorizar as formas de pensamento matemático, estamos matando a crença de cada indivíduo na própria capacidade de resolver problemas, de construir crítica, criativa e eticamente soluções para os desafios do mundo. É triste ver que, a cada dia, mais brasileiros se declaram incapazes de aprender matemática. Temos de encontrar meios de estancar a fonte geradora de matofobias, ou seja, do medo de aprender que se nutre em nossas Escolas.

Nos últimos 25 anos, a Educação matemática vem construindo no Brasil um esforço coletivo para estabelecer novas formas de conceber a aprendizagem, fazendo que cada criança adore enfrentar desafios, se relacionar com o mundo por meio da matemática e perceber-se efetivamente como ser matemático. Que cada cidadão possa compreender que, por meio da matemática, é possível construir um mundo mais justo e humano, um Brasil mais solidário, em que a criança tenha prazer de ir à Escola e mostrar a percepção do mundo por formas inusitadas de matematizar.

Fonte: Correio Braziliense (DF)

EDUCAÇÃO NADA INCLUSIVA

Apenas 25% das escolas públicas estão aptas a receber este público, que é 22% da população

Das 645 Escolas públicas do Distrito Federal, apenas 25% possuem adaptações para Alunos com deficiência. E a triste realidade não para por aí. Hoje, existem somente 13 instituições educacionais para este público em toda a capital, segundo dados da Secretaria de Educação (SEDF). São quase 15 mil estudantes com deficiência matriculados na rede pública.

Os números podem explicar outro cenário desolador. Dentre as pessoas com deficiência de 15 anos ou mais, 40% não completaram o Ensino fundamental. Os índices, divulgados pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), revelam a ausência do governo, uma vez que 22% dosmoradores da cidade possuem algum tipo de limitação, ou seja, mais de 500 mil. Entre os principais problemas apontados no estudo estão a falta de vias de acesso, como rampas, e a ausência de pisos táteis e banheiros adequados aos deficientes.

Na 612 Sul, por exemplo, no Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais ainda faltam rampas de acesso em frente à Escola. Os cegos representam 60% dos deficientes do DF. Para ajudar os Alunos cadeirantes e cegos, o sargento da PM Raimundo Vila Nova leva os Alunos à parada de ônibus e ajuda no embarque e na subida nas calçadas. “Aqui até é mais tranquilo porque a Escola é voltada para essas pessoas. Porém, eles enfrentam ainda o desrespeito dos motoristas de ônibus, que não param nos pontos”, apontou ele.

FALHAS 
Professora, Kelvia Fernandes, 40, conhece bem as falhas no Ensino para deficientes. Hoje com 17 anos, seu filho Lucas é cadeirante e tem limitações de aprendizado. “A rede de Ensino não está preparada para lidar com esses Alunos. A questão da acessibilidade ainda é um problema. Não adianta só colocar uma rampa na porta. A acessibilidade vai desde o tratamento do porteiro até a merendeira”, apontou. A pedagoga conta que os problemas de aprendizagem do filho começaram quando ele começou a frequentar uma Escola regular. “Os Professores não estavam preparados”, diz. Hoje, ele estuda em uma classe especial, no CE 4 do Guará.

Pense nisso
Sob o discurso de uma Educação inclusiva, a política de inserção dos Alunos com deficiência nas Escolas regulares é bonita no papel. O problema está na execução. Quando chegam às salas de aula, esses estudantes encontram Escolas despreparadas para recebê-los, o que dificulta a aprendizagem e até as relações interpessoais. Está passando da hora de se repensar nisso.

Fonte: Jornal de Brasília (DF)

LEVANTAMENTO DO UOL FAZ MAPA DE CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE DOCENTES

Segundo especialistas, o alto índice de professores temporários prejudica o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas e o desempenho dos alunos

Em sete Estados brasileiros, o número de contratos temporários de professores da rede estadual ultrapassa a quantidade de contratos efetivos (concursados ou estáveis).

Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, o alto índice de professores temporários (com menos direitos que os profissionais efetivos) prejudica o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas e o desempenho dos alunos.

Todas as 27 secretarias estaduais de Educação foram questionadas a respeitos dos números. Destas, apenas sete retornaram. Elas justificam que os números do levantamento do UOL têm como base o Censo Escolar de 2012, que estaria defasado. No entanto, esses são os dados nacionais mais recentes e foram divulgados em 2013.

Contratos temporários de docentes prejudicam desempenho dos alunos
O alto índice de professores temporários nas redes de ensino prejudica o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas e o desempenho dos alunos, segundo especialistas ouvidos pelo UOL.

Levantamento feito a partir dos microdados do Censo Escolar 2012 mostra que três em cada dez contratos de professores das redes estaduais são temporários -- em sete Estados, há mais contratos docentes temporários que efetivos. Nas redes municipais, o número é um pouco menor, chegando a 25% do total de contratações.

"O contrato temporário afeta o trabalho pedagógico de forma muito grande. Uma hora os professores estão em um lugar, uma hora estão em outro. Você divide os professores e a escola não aguenta esse nível de precarização", afirma Luiz Carlos Novaes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Para Novaes, "não é possível falar de qualidade com essa situação" – que ele chama de institucionalização do precário. "É preciso efetivar o temporário, dar melhores condições de trabalho para ele. Essa provisoriedade que marca o trabalho do temporário não pode continuar", analisa o professor da Unifesp.

O economista e professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), Naercio Aquino Menezes Filho, comprovou em um estudo que manter um corpo permanente de professores é melhor para o desempenho dos alunos.

Pesquisa
Menezes Filho fez um levantamento com os resultados da rede estadual de São Paulo no Saresp de 2008 e na Prova Brasil de 2007 e constatou: 57% das escolas com os piores desempenhos no Saresp enfrentavam problemas de faltas frequentes dos professores, enquanto nas escolas com os melhores resultados, o grupo era de 32%.

A pesquisa também conclui o desempenho dos alunos estava atrelado à estabilidade do corpo docente da institução. Quanto maior era a porcentagem de professores com vínculo empregatício estável na escola, melhor era o desempenho dos alunos. "Nota-se que, em 43% das melhores escolas na Prova Brasil [2007], mais de 76% de seus professores possuem vínculo empregatício estável. Esta proporção diminui para 21% das escolas com pior desempenho escolar", diz o estudo.

A presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Cleuza Repulho, afirma que a rotatividade de professores impede a construção de um projeto sério nas escolas: "A função da escola é produzir conhecimento e, para isso, você precisa do professor. O professor temporário vive uma situação de insegurança. Às vezes, eles são demitidos e readmitidos depois de seis ou sete meses".

Instabilidade
O professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), explica que é difícil para um diretor não saber com quem vai trabalhar de um ano para o outro. "Como fica a relação do professor com a escola?", questiona Alavarse.

O professor da USP defende um "bônus permanência", que dobraria o salário de um professor, se ele ficar cinco anos em uma mesma escola. "O professor precisa acompanhar toda uma geração de alunos. É horrível você ter relações na escola que acabam sendo passageiras, isso dificulta muito o projeto pedagógico e pesa diretamente no aprendizado das nossas crianças", afirma.

Segundo o promotor de Justiça, João Paulo Faustinoni e Silva, a regra constitucional geral é a de contratação de professores por concurso público. "A Constituição, todavia, admite a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Como a própria norma afirma, não há número razoável para tais contratações, pois devem ser excepcionais e temporárias", diz o promotor.

Questionadas pelo UOL, apenas sete das 27 secretarias estaduais de Educação comentaram os percentuais. De modo geral, elas divergem dos números do Censo ora alegando erro de informação por parte das escolas (cada escola informa os dados diretamente ao MEC) ora criticando a defasagem dos números (que foram coletados em maio de 2012).

Redes estaduais têm mais contratos temporários de docentes do que as municipais
As redes estaduais de ensino possuem mais contratos temporários de professores do que as redes municipais, segundo informações obtidas a partir dos microdados do Censo Escolar 2012. No geral, 31,3% dos contratos das redes estaduais são temporários; já nas redes municipais, o número cai para 25%.

Enquanto as redes estaduais de sete Estados têm mais contratos temporários do que contratos efetivos, nas redes municipais apenas o Acre apresenta índice de temporários superior a 50%.

As redes municipais são responsáveis pela maior parte das contratações, com um total de 1.110.076 de contratos de professores (concursado/efetivo/estável, temporário, terceirizado e CLT). Nas redes estaduais, o número total de contratos fica em 754.833.

O professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), acredita que o processo de municipalização do ensino influencie no maior número de professores temporários nas redes estaduais.

"Muitos governos estaduais estão empenhados na municipalização [do ensino]. Para que eu vou fazer um concurso, se mais adiante eu não vou querer esses professores? Estão aguardando os processos de municipalização para que os professores contratados se aposentem. Os temporários são mais descartáveis", disse Alavarse.

Para Cleuza Repulho, presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), as redes estaduais usam mais contratos temporários por causa do custo. "A questão maior é o custo, com o estatutário [professor concursado] você tem uma série de encargos, que faz diferença [para a administração]", disse Cleuza. Outro problema apontado pela dirigente é a falta de professores especialistas -- os temporários de física ou química, por exemplo, ajudam a tampar a falta desses docentes no ensino médio, uma etapa de responsabilidade quase total das redes estaduais.

Para secretarias, dados sobre temporários estão defasados
Segundo dados do Censo Escolar de 2012, três em cada dez contratações das redes estaduais são temporárias. As outras modalidades possíveis são: estável/concursado/efetivo, terceirizado ou em regime de CLT.

O percentual de contratos temporários é maior que 50% em sete Unidades da Federação: Espírito Santo (71%), Mato Grosso (66,1%), Acre (62,9%), Ceará (60,2%), Mato Grosso do Sul (60,1%), Santa Catarina (59,8%) e Paraíba (51,9%).

O UOL questionou as secretarias estaduais dos 26 Estados e do Distrito Federal sobre os percentuais de contratações na modalidade de temporário (sem estabilidade e com direitos menos abrangentes que os efetivos). As assessorias de imprensa foram comunicadas sobre os percentuais a que a tabulação de dados havia chegado (veja mapa).

Até as 20h30 da noite de terça-feira (7), apenas sete secretarias haviam retornado. A queixa comum é o uso de informações do Censo Escolar 2012, que já estariam defasadas. Os dados são informados pelas escolas ao MEC (Ministério da Educação) no primeiro semestre de cada ano. A divulgação dos microdados do Censo Escolar, com as informações de todas as escolas do país, ocorreu apenas em 2013. Em 2012, o questionário enviado às escolas incluiu uma pergunta sobre o regime de contratação dos professores.

Veja abaixo a posição oficial das secretarias sobre os dados:

Acre
A Secretaria de Educação do Acre informou que a pasta tem 2.630 professores temporários e 4.859 professores efetivos. "Os professores que foram informados como terceirizados, 25, representam erro de informação da escola, possivelmente são professores temporários. Os professores que foram informados como CLT, 97, também representam erro de informação da escola e, possivelmente, são professores efetivos. Essas variáveis são coletadas, pois em alguns Estados ainda funciona tais tipos de contratação, o que não ocorre com o nosso".

Espírito Santo
A Secretaria da Educação do Espírito Santo informou que tem 21 mil professores na rede estadual para atuar em 544 escolas. A pasta também afirmou que o número utilizado na reportagem está muito distante da realidade. "Há cerca de 13 mil professores em Designação Temporária (DT) nas escolas, sendo que o Governo do Espírito Santo está com um concurso em andamento e mais outro planejado para este ano. No atual processo de seleção, foram abertas 2.337 vagas nos 78 municípios do Estado para professores de todas as disciplinas do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental. No planejamento, em torno de mil novas vagas deverão ser abertas para professores dos anos iniciais do ensino fundamental".

Mato Grosso
A Secretaria de Educação do Mato Grosso afirmou que as informações sobre o contingente de professores efetivos e temporários no Censo Escolar/MEC dizem respeito apenas aos servidores que estavam em sala de aula na data base do Censo Escolar (última quarta-feira do mês de maio).

"Desta forma, os professores do quadro de efetivos que não estavam atribuídos em turmas na data base, bem como os que estavam em afastamento temporário não foram contabilizados pelo UOL. Possuímos professores efetivos em cargos administrativos nas assessorias pedagógicas, Centro de Formação e Atualização de Professores e na sede desenvolvendo as políticas pedagógicas. Por isso, a discrepância entre os dados apresentados pela Seduc e os informados pelo UOL".

Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Educação informa que em 2011 (ano-base do Censo 2012) efetivou 1.760 contratações temporárias. "Quanto aos contratos terceirizados ou por CLT, ressaltamos que a Seeduc-RJ não realiza tais modelos de contratações, uma vez que nossos contratos são administrativos. É necessário lembrar que o ensino na rede estadual fluminense não é oferecido somente pela Secretaria de Estado de Educação, mas também pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, que possui outra assessoria".

Santa Catarina
A Secretaria de Educação de Santa Catarina informou que "o número de professores Admitidos em Caráter Temporário – ACTs – passou a ser mais expressivo a partir de 2010 em função da implantação progressiva de programas e projetos, em cumprimento de legislação específica e provenientes do MEC (Ministério da Educação), tais como: SAEDE, Inclusão Social, Professor Orientador (de Tecnologia Educacional, de Laboratório de Biologia, de Laboratório de Física, de Laboratório de Química, de Laboratório de Matemática, de Convivência e Leitura), Ensino Médio Inovador/Integral e Correção de Fluxo (este já extinto), que, atualmente, somam 5.627 contratos temporários".

"Outro motivo que leva a contratação de ACTs é em estrito cumprimento de necessidades de cada Unidade Escolar, para atender as diversas situações de afastamentos legais temporários e permanentes de professores efetivos".

São Paulo
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que os números de professores da pasta em 2013 são: 117.077 efetivos, 64.335 estáveis e 33.371 temporários.

Sergipe
A Secretaria de Educação de Sergipe afirma que os números do Censo são de maio de 2012, portanto teriam uma defasagem de um ano e precisam ser atualizados. "Nós começamos a convocar os professores do último concurso em julho de 2012 e já estamos concluindo a convocação das 1.700 vagas abertas. Portanto, estes números não representam a realidade".

Em 7 Estados, mais da metade dos contratos de professores são temporários
Em sete Estados brasileiros, o número de contratos temporários de professores da rede estadual ultrapassa a quantidade de contratos efetivos (concursados ou estáveis). São eles: Espírito Santo (71%), Mato Grosso (66,1%), Acre (62,9%), Ceará (60,2%), Mato Grosso do Sul (60,1%), Santa Catarina (59,8%) e Paraíba (51,9%). As informações foram obtidas a partir de levantamento do UOL nos microdados do Censo Escolar 2012.

Em média, três em cada dez contratos nas redes estaduais são temporários, de acordo com o levantamento. As outras modalidades possíveis, segundo o Censo, são: efetivo (concursado ou estável), terceirizado ou em regime de CLT.

Professores com contratos temporários não têm estabilidade e possuem menos direitos que os efetivos e concursados.

Segundo o levantamento, em outras 15 redes estaduais o número de contratos temporários representa de 45% a 20% do total de contratações. Em quatro Estados, o percentual varia de 18% a 14%. O Rio de Janeiro apresenta o índice mais baixo de contratações temporárias, com 3,5%.

O alto índice de professores temporários prejudica o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas e o desempenho dos alunos, segundo especialistas.

Segundo o promotor de Justiça, João Paulo Faustinoni e Silva, a regra constitucional geral é a de contratação de professores por concurso público. "A Constituição, todavia, admite a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Como a própria norma afirma, não há número razoável para tais contratações, pois devem ser excepcionais e temporárias", diz o promotor.

Política permanente
Luiz Carlos Novaes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), avalia que sempre haverá professores temporários em qualquer rede. "Os professores se aposentam, saem para estudar, entram em licença maternidade ou licença médica. O índice é aceitável desde que seja temporário. A existência do temporário na rede deve ser transitória, mas não é. Além de ser permanente, ela ainda cresce", diz Novaes.

Para Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), os números mostram que a contratação de temporários passou a ser uma política de pessoal permanente.

Alavarse acredita que a redução desse percentual pode ser obtida com um "simples controle" da realização de concursos, por meio da previsão de aposentadorias e situações como licenças médicas e afastamentos. "Não deveria ter nenhum temporário, porque a necessidade de reposição é previsível", afirma o professor da USP.

As redes estaduais de ensino possuem mais contratos temporários de professores do que as redes municipais. No geral, 31,3% dos contratos das redes estaduais são temporários; já nas redes municipais, o número cai para 25%.

Outro lado
Questionadas pelo UOL, apenas sete das 27 secretarias estaduais de Educação comentaram os percentuais. De modo geral, elas divergem dos números do Censo ora alegando erro de informação por parte das escolas (cada escola informa os dados diretamente ao MEC) ora criticando a defasagem dos números (que foram coletados em maio de 2012). Veja, neste link, as respostas das secretarias.

Fonte: UOL Educação

EDITORIAL: QUEM QUER SER PROFESSOR?

"Pretende-se exigir dos professores que sejam conscientes de sua importância social, mas o magro contracheque diz outra coisa", afirma jornal

O governo federal alardeia que ser Professor é exercer "a profissão que pode mudar o País", mas o que se comprova é que se trata de uma carreira que vem perdendo prestígio e pela qual há cada vez menos interessados.

O problema é especialmente grave no Ensino de ciências exatas, essencial para o crescimento de qualquer país. Embora não se trate de algo novo, o fenômeno tem se acentuado nos últimos tempos, e há novos levantamentos mensurando o grande desinteresse dos jovens pelo desafio de ensinar e, dessa forma, "construir um Brasil mais desenvolvido", como diz a propaganda oficial destinada a atrair mão de obra para as salas de aula.

Uma pesquisa recente feita com ingressantes nos cursos de licenciatura em matemática e física na Universidade de São Paulo (USP) mostra que cerca de 50% deles não estão muito dispostos a dar aula nas respectivas áreas. O resultado é particularmente importante quando se leva em conta o fato óbvio de que os cursos de licenciatura são justamente aqueles que formam Professores para o Ensino fundamental e o médio.

A pesquisa constatou que a maioria dos ingressantes nesses cursos de licenciatura optou por eles porque a exigência do vestibular era bem menor, porque o curso é gratuito, porque têm afinidade com matemática ou física e porque abrem caminho para a pós-graduação. O levantamento mostra ainda que os ingressantes em licenciatura se enquadram num perfil socioeconômico mais baixo do que o dos demais cursos na USP, situação que, de acordo com o estudo, se repete em cursos semelhantes em outras partes do Brasil. É, portanto, uma porta de acesso ao Ensino superior para as faixas mais pobres da população.

Os estudantes que se disseram em dúvida sobre abraçar a carreira de Professor destacaram que podem se sentir estimulados se a Escola for "reconhecida por te, um bom trabalho educacional" ou se tiver "autonomia para elaborar projetos educativos, ensinando com certa liberdade". As respostas denotam idealismo dos entrevistados, mas, na prática, impõem condições que hoje não são atendidas na rede pública de Ensino, mas apenas nas Escolas particulares.

O sistema educacional público no Brasil padece de um erro de enfoque: privilegiam-se os controles de desempenho dos Professores - inclusive com a distribuição de prêmios em dinheiro - sem, no entanto, valorizar a carreira em si. Os salários são considerados baixos em vista da importância da profissão. Pretende-se exigir dos Professores que sejam conscientes de sua importância social, mas o magro contracheque diz outra coisa.

Além disso, a precariedade das instalações da maioria das Escolas públicas evidencia o descaso do Estado com os profissionais de Educação, obrigados a lidar com a crônica falta de material e de equipamentos para enfrentar o desafio diário de estimular seus Alunos a aprender.

Outro aspecto que foi levantado pelos entrevistados na pesquisa diz respeito ao desprestígio da profissão de Professor na Educação básica. Estudantes de medicina ouvidos pelos pesquisadores disseram que não se tornariam Professores porque, entre outros motivos, a remuneração é baixa, a possibilidade de ascensão profissional é mínima e as condições das Escolas são ruins. No entanto, esse mesmo grupo de entrevistados, assim como os demais, enfatizou que considera o Professor muito relevante para o País, por ser o responsável pela transmissão de valores e conhecimentos.

Há, portanto, um abismo entre o ideal de uma carreira e sua realidade, demonstrado cabalmente pelo desinteresse dos estudantes de licenciatura. Assim, o déficit de Professores de matemática, física e química, que já é de 170 mil, tende a crescer.

O resultado disso é que o desempenho dos Alunos da rede pública em ciências exatas, que já é um dos mais fracos do mundo, tem tudo para piorar - a não ser que o governo aja radicalmente e, sem mais delongas, restitua ao magistério o orgulho profissional.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

É FESTA!

MESSIAS TARGINO FESTEJA SUA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Neste dia 8 de maio (quarta-feira) o Município de Messias Targino novamente aniversaria. São cinquenta e um anos de história emancipada, política e administrativamente.

Os eventos que fazem parte da programação da Festa de Emancipação Política vêm acontecendo desde o início de maio, quando foi aberta mais uma edição do torneio de futsal que todos os anos faz parte da programação festiva.

O campeonato é realizado no Ginásio de Esportes Onésimo Teixeira Ribeiro, localizado no bairro Alto do Bonito.

No domingo, 5 de maio, aconteceu a Segunda Cavalgada do Sertão, dentro da programação festiva da emancipação política.

O prefeito Arthur de Oliveira Targino, o vice-prefeito Genésio Francisco Pinto Neto (Pôla), a ex-prefeita Shirley Ferreira Targino, vereadores, lideranças políticas locais e regionais e até a governadora do Estado, médica Rosalba Ciarlini Rosado, além de comitivas de vários outros Municípios do interior do Rio Grande do Norte, participaram da Cavalgada, que terminou no bar-balnerário Mangue Seco, localizado nos arredores da cidade de Messias Targino, com muito forró.

Nesta terça-feira, 7, foi a vez do torneio de futsal chegar ao seu final, com grande participação popular.

Para esta quarta-feira, 8, data máxima da Festa, a programação é a seguinte:

5 horas - Alvorada, com a Banda de Música do Município;

6 horas - Maratona "Titi Maçonila", com provas masculina e feminina;

9 horas - Café da manhã comunitário, com bolo gigante, no pátio do Palácio 8 de Maio, sede do Poder Executivo Municipal.

Nesta quarta-feira, 8, haverá também o sorteio de um tablet entre alunos da rede municipal de ensino.

Prefeito atendeu a recomendação do Ministério Público

No ano de 2012, em razão da falta de chuvas, os Municípios atingidos pela seca e o Governo do Estado do Rio Grande do Norte decretaram situação de emergência nessas localidades.

Aí então o Ministério Público, através da Procuradoria-Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, Procuradoria-Geral do Trabalho, Procuradoria Federal no Rio Grande do Norte e Procuradoria Geral de Contas do Rio Grande do Norte, recomendou a todos os Municípios que estavam em situação de emergência que não realizassem despesas com festas públicas, precisamente com a contratação de bandas, palcos, estrutura de som e demais itens necessários às festas populares.

Em 2013, com a continuidade da estiagem e com novo Decreto estadual de situação de emergência, que aponta também Messias Targino como um dos Municípios na referida situação, o Ministério Público, por todos os órgãos já mencionados, novamente recomendou que as Prefeituras se abstenham de realizar despesas com festas populares.

O prefeito messiense, Arthur de Oliveira Targino, mesmo entendendo que se trata apenas de uma recomendação do Ministério Público, optou por acatá-la, e decidiu não realizar em praça pública a tradicional festa com artistas e bandas de renome local e regional.

Como as chuvas começaram a cair nesta parte do sertão nordestino, é provável que a situação de emergência logo se desfaça. E assim esperam todos.

PACTO PELA ALFABETIZAÇÃO

PREFEITURA DE JARDIM DE PIRANHAS REALIZOU AULA INAUGURAL DO PNAIC

Depois do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), a Prefeitura de Jardim de Piranhas realiza nesta terça-feira, 7, a aula inaugural do Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). O evento está marcado para as 19h na Câmara Municipal. Os encontros acontecerão um sábado por mês em local ainda a ser definido.

De acordo com a secretária de Educação, Ália Eine de Queiroz Damásio, o Pnaic é um compromisso
assumido pelos governos federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental. “Trata-se de mais uma ação de formação continuada para professores que atuam do 1º ao 3º ano”, explicou.

A coordenadora do Pnaic no município é a professora Vera Lúcia Dutra de Oliveira, e as professoras orientadoras de estudos são Maria dos Aflitos da Silva e Suelena Gonçalves dos Santos. Essas funcionárias já estão sendo capacitadas.



FORMAÇÃO CONTINUADA - PROINFO

PREFEITURA MUNICIPAL OFERECE CURSO NA ÁREA TECNOLÓGICA


A Prefeitura de Jardim de Piranhas, através da Secretaria Municipal de Educação, realizou nesta última segunda-feira, 6, às 19h, na Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel a aula inaugural do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo).  O Proinfo vem oferecendo ao longo dos últimos anos cursos de formação continuada destinados a professores das redes municipais de ensino  e tem como objetivo promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica e preparar os professores para o uso e manuseio das Tecnologias da informação e comunicação no contexto de sala de aula. Os cursos são três: "Introdução a Educação Digital"; “Tecnologia na Educação: aprendendo e ensinando com as TICs” e "Elaboração de Projetos. Atualmente  o municipio já ofereceu dois desses cursos( Introdução a Educação Digital e Ensinando e Aprendendo com as Tics). Esta será a segunda turma de formação continuada - “Tecnologia na Educação: aprendendo e ensinando com as TICs”, que o municipio vem a oferecer aos seus docentes.

Educador Digital - Prof. José Joaquim Sobrinho
   O programa Proinfo também leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. Em contrapartida, Estados, Distrito Federal e municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias.
De acordo com a secretária de Educação, Ália Eine de Queiroz Damásio, o ProInfo é mais um passo para potencializar o sistema educacional dos municípios, permitindo aos professores além da reciclagem, uma aproximação maior com as novas mídias, aumentando a interação em sala de aula. “Nós educadores precisamos nos reciclar constantemente, principalmente neste momento em que vivemos uma revolução tecnológica, sob a preocupação de ficarmos para trás”,alertou a Ália Queiroz.

No municipio, o professor José Joaquim Sobrinho é o Educador Digital encarregado de realizar esta formação continuada.

RN - VITÓRIA DO ATRASO

RN É UM DOS CAMPEÕES DE ANALFABETISMO

O Rio Grande do Norte ocupa a 23º posição entre os estados da federação com taxa de analfabetismo mais alta. Um dado preocupante que precisa ser analisado agora em 2013, período em que comemoramos no cenário potiguar o “Ano Paulo Freire da Educação”, decretado pelo Governo do Estado. 

Os dados completos estão sendo disponibilizados pelo www.observatoriodaeducacaodorn.org.br e consideram os censos de 1991, 2000 e 2010 nos 167 municípios do RN. O relatório do Observatório da Educação do RN avalia que essa posição negativa de destaque no analfabetismo do Brasil é resultado dos baixos investimentos na educação de base e ausência de políticas públicas eficazes em diversas cidades potiguares. 

O levantamento mostra que 34 municípios do estado tem taxas de analfabetismo, em 2010, entre 30% e 39%. Além disso, nenhum desses municípios conseguiu decréscimo acima de 49%, quando comparadas as três edições do censo. Apenas dois municípios do RN tem taxas, em 2010, menores do que 10%. São eles: Natal e Parnamirim. 

“Quantos anos vamos precisar para zerar a taxa de analfabetismo dos nossos municípios se continuarmos no mesmo ritmo e mantendo as mesmas políticas públicas e programas?”, alerta a diretora executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação, Cláudia Santa Rosa e coordenadora do estudo. 

O objetivo da compilação de informações é contribuir para o planejamento de políticas públicas na área de educação e que tenham por meta zerar a taxa de analfabetismo. Ter acesso aos dados, compará-los e significá-los no âmbito de um planejamento é um dos passos mais importantes para avanços nos resultados, segundo o relatório. 

A metodologia de coleta foi organizada em três etapas: 1ª etapa: Tabulação das taxas de analfabetismo do estado e cada um dos seus municípios, por ano, nos três últimos censos (1991, 2000 e 2010 ); 2ª etapa: Cálculo da diferença relativa (%) para conhecer os decréscimos em 20 anos (Para os municípios criados mais recentemente foram considerados os últimos 10 anos) e 3ª etapa: produção de análises e recomendações, considerando os municípios com taxas de analfabetismo mais baixas, com taxas abaixo de 20%, taxas mais altas, decréscimos em alguns intervalos, entre outras. 

O relatório do Observatório conclui pela necessidade de avaliação dos gestores públicos sobre os programas e projetos de combate ao analfabetismo que implementam nas últimas décadas; Ações integradas entre o poder público e a sociedade civil para acelerar o ritmo do combate ao analfabetismo, considerando o baixo decréscimo nos últimos 20 anos e maiores investimentos na alfabetização das crianças. 

Nota do Blog – Esse cenário explica, de forma considerável, nosso atraso como sociedade. Explica a prosperidade das oligarquias e plutocracias. Explica a impunidade e o servilismo voluntário da patuleia ignorante, além da classe média analfabeta política. 

Do Portal No Ar 

PISO NACIONAL

RN NÃO PAGA A PROFESSORES O QUE A LEI EXIGE


Pagando 1.175,25 reais aos portadores de nível médico e 1.638,21 reais aos de nível superior, por trinta horas semanais, o governo do Rio Grande do Norte é um dos 22 em todo o país que ainda não respeitam e não cumprem a Lei Nacional do Piso do Magistério, promulgada em 2008, a Lei 11.738/08, conforme relação divulgada esta semana pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Relacionando informações de janeiro último, a entidade diz que a governadora Rosalba Ciarlini não cumpre a jornada extraclasse e aplica a proporcionalidade ao valor do salário.

Na forma da lei, o piso nacional do magistério incide no vencimento de carreira do professor com formação em curso Normal de nível médio e graduação em nível superior em Pedagogia ou licenciaturas. A CNTE lembra, ainda, que a referência mínima para a jornada extraclasse, prevista na lei, é de 33,33%


Fonte: Novo Jornal via Blog Novanês Oliveira

sábado, 4 de maio de 2013

MEC TERÁ PROGRAMA PARA INCENTIVAR JOVENS A SE TORNAREM PROFESSORES

Objetivo é criar incentivos a programas de formação e pesquisas de universidades, centros de pesquisas e institutos que envolvam professores e estudantes dessa etapa do ensino

O Ministério da Educação (MEC) vai lançar um programa para estimular estudantes do ensino médio que queiram seguir carreira na área científica ou na docência da educação básica. Segundo a pasta, o objetivo é criar incentivos a programas de formação e pesquisas de universidades, centros de pesquisas e institutos que envolvam professores e estudantes dessa etapa do ensino.

A meta é atender a 100 mil estudantes do ensino médio, além de 10 mil da graduação em cursos de licenciatura do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Serão incorporados ao programa os estudantes medalhistas das olimpíadas de matemática e de língua portuguesa, entre outras. Os professores que participarem do programa terão direito a bolsas e poderão ser incluídos em programas de formação e pesquisa.

Para dar vida ao projeto, está prevista a criação de núcleos nas instituições de educação superior, institutos e centros de pesquisas com oferta de bolsas de incentivo a estudantes e a professores da educação básica, a professores e a graduandos das universidades e a pesquisadores.

A assessoria do MEC informou que o projeto não prevê pagamento de incentivos nem a vinculação da titulação na pós-graduação dos professores ao desempenho satisfatório dos estudantes. “Decisões nesse sentido caberão exclusivamente a estados e municípios. O MEC não tem gerência na carreira docente de escolas da educação básica”, afirmou a pasta.

Fonte: O Globo Online

BRASIL TEM CARÊNCIA DE 150 MIL PROFESSORES EM CIÊNCIAS NATURAIS

Novo programa do MEC pretende suprir carência de docentes de matemática, física, química e biologia

"Tornar mais atrativa a carreira do magistério no Brasil". Esse é o principal objetivo do Quero ser professor, novo programa do Ministério da Educação que pretende suprir uma carência de 150 mil professores de matemática, física, química e biologia e deverá ser lançado nos próximos dois meses, de acordo com o coordenador Mozart Neves Ramos. Antes do lançamento, porém, o MEC pretende ouvir o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), as universidades e as sociedades científicas.

Com nome ainda provisório - será analisado pela área de comunicação do MEC, o programa deverá funcionar em regime de colaboração envolvendo o MEC, as secretarias de Educação dos estados e as universidades com boa avaliação no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

É um programa para tentar melhorar o desempenho de alunos e professores nas disciplinas da área de ciências naturais, tanto no ensino médio quanto no superior. "São as matérias com maior déficit de professores no País. Estima-se que o déficit nessas matérias seja da ordem de 150 mil", afirma Mozart Neves, que também é conselheiro do Todos pela Educação.

O Programa atuará em três eixos: criação de "clusters" de desenvolvimento de ensino, envolvendo professores e alunos das universidades e das redes estaduais de ensino (o foco); desenvolvimento de ações que visem a redução da evasão nos cursos de licenciaturas em química, física, matemática e biologia; certificação pós-graduanda de professores da rede de ensino e melhoria no plano de carreira, associado ao seu desempenho em sala de aula.

Com relação à terceira frente do programa, os docentes só receberão o diploma da pós-graduação se houver a comprovação de que seus estudantes melhoraram, exigência inédita em programas federais de educação. "A ideia é que a certificação leve de fato a uma melhoria de desempenho do professor em sala de aula. É preciso ir além da titulação, é preciso que ela chegue até a sala de aula, e assim espera-se que a própria universidade acompanhe e auxilie esse professor após suas atividades na universidade", explica o coordenador.

Mozart acrescenta que , quanto à avaliação, "existem instrumentos de aferição, mas vamos discutir melhor com os demais atores sobre isso. Será um processo construído em regime de cooperação", conclui.

PERFIL - Reitor da Universidade Federal de Pernambuco por oito anos (1996-1999 e 2000-2003) e secretário estadual de Educação entre 2003 e 2006, Mozart Neves Ramos divide a agenda entre o Recife, devido às aulas de graduação, mestrado e doutorado na área de química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e São Paulo, onde realiza as atividades do Programa Todos pela Educação, do qual é conselheiro.

Fonte: Portal NE10